domingo, 4 de janeiro de 2009

| da série: sobre polianices e sorrisos |

Na última semana de dezembro recebi um e-mail que dizia, entre outras coisas, o seguinte:

"Helena, achei seu blog por acaso...nem sei direito como cheguei nele para ser honesta. Mas o que você escreveu, o que eu li, me tocou. Não sei nem explicar, mas me tocou. E parecia que você falava para mim. (...) Sei que estou aqui desabafando coisas e você nem me conhece, nem tem obrigação de ser ouvido pros meus problemas, mas queria lhe perguntar uma coisa... mesmo que vc não responda eu quero lhe perguntar. Já percebi que você é toda positiva, fica vendo o lado bom das coisas. Nem sei se é verdade isso de você, mas é o que achei. Então te pergunto: como faço pra ser assim? Como faço pra ultrapassar o ruim e ver o bom? Sei que tem que haver o bom, sei qeu tem que haver em algum canto. Então como faço pra enxergar isso?"

E eu li e reli o e-mail dessa menina e algo me pesou no peito. Alguma coisa aconteceu com o Sapatilhando, entende? Alguma coisa aconteceu que fez com que este blog alcançasse outras pessoas. E ele, no entanto, nada mais é do que um derramar de pensamentos e impressões minhas acerca da vida. E a verdade é que, cada vez que posto algo, imagino: “eita, mas quem vai querer ler isso, Helena-de-deus?”. Oo Aí quando vão surgindo os comentários, os e-mails, fico feliz porque tive companhia, porque pessoas gastaram o seu tempo comigo. É bom quando lhe escutam, claro que é bom.

Nesses dias de aperreio, em que não tive tempo de escrever, li os e-mails que fui recebendo, com desejos de sorrisos, com agradecimentos, com coisas fofas e carinhos. Senti-me abraçada. Jamais imaginei ter companhias tão deliciosas quando criei o Blog há dois meses atrás.

O fato é que respondi ao e-mail da menina. Não porque me senti na obrigação, até porque eu acho que o bem a ela quem fez foi ela mesma ao desabafar tudo o que desabafou. E não me importo de jeito nenhum do meu e-mail ser espaço para desabafos: têm coisas que a gente tem que colocar para fora e isso é mais do que natural e saudável. E quando contamos as coisas para outras pessoas, acabamos por contar para nós mesmas: e isso organiza as coisas dentro de nós.

Mas respondi ao e-mail dela porque eu mesma me perguntei sobre a minha mania de ver as coisas da melhor forma possível e sobre a vontade que eu tenho de contagiar os meus queridos quando os vejo cansados de tudo. A respondi porque, ao refletir sobre a dúvida dela, eu também pude aprender mais, pensar mais.

Ao imaginar o que escreveria como primeiro post de 2009, tive vontade de colocar aqui justamente o e-mail que escrevi para a moça. Perguntei a ela se ela se importaria e ela já me respondeu que não. Então segue a conversa que tive com ela e as reflexões que o e-mail dela me gerou:

~~~

Querida C.,

Eu tenho uma teoria, sabe? Eu tenho a teoria de que só aprendemos o que estamos prontos para aprender.

Parece óbvio eu te dizer isso?
Talvez sim...

Mas pensemos sobre o que isso viria realmente a significar: se só aprendo o que estou preparada para aprender, isso significa que sou eu quem me ensino tudo. Sou eu quem sou responsável pelas percepções que me chegam. Sou eu quem sou responsável pelo que absorvo da vida. Em outras palavras, a dor que me dói e o sorriso que me alegra me atingirão na proporção que eu os permitir.

Tosco dizer isso, não é?

É... creio que sim.

Mas deixa eu lhe contar sobre uma amiga minha.
Conversamos muito, e ela sempre me pede conselhos e opiniões sobre fatos de sua vida.
E foram incontáveis as vezes em que eu lhe disse o que achava e ela não pôde absorver. Me escutou, mas não registrou o que eu disse ou sequer aplicou em sua vida.
Mas, alguns meses depois, lá me vinha ela, dizendo que sua vida havia mudado porque lera isso, isso e aquilo em um livro de auto-ajuda. E no começo eu ficava tiririca porque o que ela lia nos tais livros era justamente o que eu havia dito para ela meses antes. Mas então entendi: não cabia a mim mostrar a ela: cabia a ela mostrar a si.

Você me perguntou como ver as coisas de maneira positiva. Mas no seu próprio e-mail você já deixou registrado que faz isso: “Sei que tem que haver o bom, sei que tem que haver. Então como faço para enxergar isso?”. Querida, querer ver já é uma maneira de enxergar.

Eu gosto da metáfora das rédeas.
Veja: a vida é como um cavalo: ora galopa com rapidez e violência, ora marcha de forma lenta e entediada, ora corre aos pulos com emoção, ora se arrasta cansada e pesada. Mas a questão é: se as rédeas estão na sua mão, não importa o ritmo que a vida esteja no momento: é você quem dá a direção. E isso é o mais importante que se possa saber sobre a vida. Você pode não ter poder sobre o que lhe acontece, mas você tem poder sobre o que fazer com o que lhe acontece.

É uma questão de trabalhar a mente para direcionar aquela energia para onde você decidir. O fato é, C., que para onde quer que você direcione essa energia, a forma com que você se situa perante a vida gerará conseqüências. É simples assim.

É doido perceber isso: mas é você quem é responsável pelas conseqüências da sua vida.


Uma vez, há muito tempo atrás, quando eu ainda namorava homens, estávamos saindo do cinema e indo para o estacionamento quando percebemos a grande chuva que estava caindo. Muita água. Ele, bom cavalheiro, se virou para mim e disse: “Fique aqui, viu? Que vou buscar o carro para você não se molhar”. Eu, encantada com o gesto, pude ir além: “Não. Nos molharemos juntos.”. Vivemos uma história bonita. E essa história se baseou nesse exato momento: eu encantada por ele cuidar de mim; ele encantado por eu ser companheira. O fato é que os dois transformaram um momento banal em algo importante. Usamos aquele momento ao máximo: nos apoderamos dele: o transformamos em algo marcante.

E é isso, eu acho: é ter a consciência concreta de que o momento está aí, sempre, esperando que você o agarre. Que você se aposse dele. Que você segure as rédeas.

Mas a sua atitude perante o momento é o que o definirá.

Não pense com isso que prego a “cultura da felicidade”. Não, não. A dor é importantíssima! A tristeza é importantíssima! E devem ser respeitadas e sentidas. Elas comunicam. Informam sobre algo que não está bem. Geram incômodo. E lhe digo mais: como sair do lugar em que se está preso se você não se sentir incomodada? Eis a importância da tristeza, da dor, da dúvida, da confusão. Por isso lhe disse que, ao acreditar que há uma forma positiva, ao perguntar como, você na realidade já está em movimento: já saiu do lugar em que estava parada.

Mas ninguém muda o percurso de sua vida caminhando. Mudamos o percurso quando paramos, quando levamos um solavanco, quando tombamos, quando estamos cansadas e paramos para refletir sobre os porquês desse cansaço.

A questão é que é necessário entender que ao tomar as rédeas da sua vida, você terá sempre que se consultar sobre seus caminhos, sobre seus passos, sobre como lidar com suas lágrimas e sorrisos.

E, por incrível que pareça, SE AUTO CONSULTAR é coisa que as pessoas esquecem de fazer. Parece-me às vezes que muitos vivem com a triste ilusão que outras vozes são mais relevantes que sua própria. E às vezes eu me pergunto como essas pessoas querem encontrar alegrias se sequer sabem o formato de seu sorriso. Como querem tomar decisões se sequer confiam em si mesmas.

É doido isso: mas as pessoas às vezes não percebem que são suas próprias pernas que as fazem caminhar.

Ora veja só.

O que você vai fazer com esse converseiro meu aqui no seu e-mail, querida, eu não sei. Mas o que eu gostaria que você soubesse é que ninguém melhor do que você para saber sobre o que te faz sorrir. Se concentre nisso. Se concentrar no que nos faz bem é uma ótima maneira de produzir sorrisos para si.

Um abraço,
Helena.

_______________

| Começar o ano com Nina Simone é perfeito. Começar o ano com Nina Simone querendo mais doce para sua vida é melhor ainda!! :]



|cartum|
Mafaldinha, claro. Porque para a felicidade temos que sempre abrir a porta, não é, querida?








|| Eu tenho uma alma velha. Já disse isso por aqui: foi música que seus pais, seus avós curtem, é muuuito provável que eu também curta. É fato. :P Mas a bem verdade é que passei o Réveillon
ao som de Clara Nunes. Então, aqui vai nossa querida e eterna sereia da MPB. Que é para começar o ano com a energia boa de um perfeito samba de raiz. Mais brasileiro impossível.

Clara Nunes - Sempre (2008)
(sempre, sempre!!)






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14 comentários:

Dri. disse...

Helena, acho que vc disse tudo. Eu passei muito tempo da minha vida guardando tudo dentro de mim, eu era absurdamente fechada. E eu sempre procurava mostrar a todo mundo a felicidade que eu não tinha. E enquanto todo mundo achava que eu estampava sempre sorrisos no rosto, eu me afundava em livros de auto ajuda para entender o que se passava. Talvez tenha me ajudado um pouco, mas eu precisei passar por algo muito grande, para entender que as pessoas que estavam do meu lado, estavam por alguma razão e que eu podia confiar nelas, e acho que levou tempo para eu me tornar um livro aberto e perceber que a felicidade estava o tempo inteiro escondida bem dentro de mim e não em livros de auto ajuda. E hoje, tudo que acontece eu procuro sempre ver o lado positivo. E quando vc disse: "Sou eu quem sou responsável pelo que absorvo da vida. Em outras palavras, a dor que me dói e o sorriso que me alegra me atingirão na proporção que eu os permitir". E sabe que é isso que tenho feito desde então, talvez por isso que eu sempre me permito, eu me permito sentir alegria e me permito sentir tristeza e dor, pq sei que me ajuda a crescer. Adoro seu blog, e adorei esse post. =) E é o meu primeiro comentário. =P

Luisa disse...

Acho que o teu email deve ter feito um bem danado pra moça :-)
Esse cartum da Mafalda, especialmente esse, é tããão fofo.
Já estou puxando o cd da Clara pois há tempos não escuto.
E Nina, bem.. nem preciso comentar né. Diva.

Um beijo.

Isa disse...

Não sei não... Parece que escreveu pra mim.
Que medo O_O! \o/

O dia em que eu consegui organizar as minha idéias no papel como vc (Pode ser 10%, sou uma negação para escrever), boa parte dos meus problemas estarão resolvidos.
¬¬'

Bjo grande

K. (Incompletudes) disse...

Ah Nina... Nina!

Como eu amo Nina... assim que se começa bem o ano... vestida de poliana para dançar docinho...docinho...

beijo borboleta.


Tô melhor! :) menos dor, mais sorriso... causa / efeito imediatos...rs..

Lorena disse...

Eu li tudo duas vezes, Helena, fui e voltei. Certas mensagens servem pra qualquer pessoa, e você fez bem em ter postado esse email aqui, me fez bem ler isso também.
Meu 2008 teve alguns saldos negativos, alguns. Mas teve um saldo positivo, que eu acredito que supera qualquer negativo: eu olhei pra mim mesma, pela primeira vez em muito tempo, eu parei para me ver e me ouvir. Eu quis me conhecer e eu me permiti isso. Não foi fácil, mas no final, foi bom e compensador. Jogamos coisas fora, guardamos outras, abrimos espaços para coisas novas. E a vida melhora.

Eu diria isso para C., caso ela passe por aqui. Que a melhor maneira de ser feliz com a vida é sendo feliz consigo mesma. E pra isso o único caminho que eu encontrei foi uma grande viagem em direção ao meu centro. Muita coisa ajuda, religião, filosofia, terapia, mas também uma dose de permissão. Mesmo que haja sofrimento, aliás ele ajuda na aprendizage, sempre. O percurso é difícil, é complicado, mas o resultado é positivo sim. Desde que você queira perceber os ganhos e dar mais valor a eles do que as perdas.

Linda forma de começar 2009, Helena. E é como eu disse, você consegue todo tipo de confissão, ninguém resiste, você é fogo mulher! hahahaha!

beijos!

DiOliver disse...

Helena, podes crer, me tornastes (a culpa é sua) uma leitora assídua do seu blog. Antes de sair rasgando seda para você, gostaria de dizer que sou uma pessoa muito seletiva (não sei se isso é defeito ou qualidade, estou tentado descobrir), sendo assim, não saio por aí comentando e tecendo elogios a tudo e a todas, quando os faço é pq quem os recebe, faz jus.

Vamos ao post, para início de conversar gostaria de dizer que não me ligo em literatura de auto-ajuda, porém, não nego que em algum momento da vida tenha lido algum livro nesta linha. O que não significa desprezo de minha parte pelos livros e pelas pessoas que deles necessitam, ao contrário, acredito que cada um tem que procurar aquilo que lhe faz bem, portanto, se livros de auto-ajuda podem realmente ajudar a alguém, vai fundo meninas...

EU acredito que a melhor ajuda são os amigos e nós mesmos, como você mesmo disse. Não sei tens conhecimento, mas neste post algumas de suas idéias vão de encontro com as idéias de Vygotsky (psicologia) e Sócrates (filosofia). Quando fala de sua teoria: “Eu tenho a teoria de que só aprendemos o que estamos prontos para aprender”, umas das idéias de Vygotsky, em sua teoria da aprendizagem, ele diz que “o aprendizado só ocorre quando há pré-disposição”, ou seja, aprender depende principalmente de nós mesmos, da nossa vontade (contradições existem e espero ser compreendida nessas poucas linhas para não me estender muito). Quando diz: “... não cabia a mim mostrar a ela: cabia a ela mostrar a si”, isso é Sócrates falando pela tua boca: “CONHECE A TI MESMO”. E o conhecer a si mesmo é uma das experiências mais fantásticas que o ser humano pode e DEVE realizar, não é fácil, implica inevitavelmente em sofrimento. Eu que o diga, estou passando por duas crises: uma de identidade e outra existencial. Mas, a vida não é só flores...

Concluindo, quando você diz no seu perfil: “Eu sou um pouco de algumas coisas: um pouco escritora, um pouco tradutora, um pouco jornalista, um pouco pesquisadora, um pouco cozinheira, um pouco professora...”. Acho que já pode acrescer: “... um pouco psicóloga, um pouco filósofa”.

Amei a tirinha da Mafalda, que lindo...
Adoro o blog, que ele continue em 2009 com esse perfume de delicadeza e sensibilidade.
Beijos...
Di...

t disse...

helena, adorei o blog. ainda não li tudo (tem MUITA coisa, aqui), mas chego lá. imaginava ele bem diferente. pensei num blog mais impessoal quando a dri me falou dele. não que ele seja introspectivo, mas você deixa escapar muita coisa de como você é. acho que é inevitável quando se diz o que pensa. mas sim, outra hora volto pra ler mais e deixar um comentário que preste ehehe acabei de fazer um blog. quando der, dá uma passada lá. vou te adicionar lá, posso? e tu sabe quem é, né?

Boudeccá disse...

Acho que todo mundo aqui em cima da minha cabeça já disse tudo. Vc é uma fofa, como eu disse, escreve coisas q todo mundo gosta de ler. Sabe q o seu blog poderia se chamar "Pergunte à Helena" - advice column para meninas q gostam de meninas!!!!! Todas as garotas da lesbosfera ficariam feliz com uma conselheira tão doce e amiga. Sou uma grande fã, sempre! Beijoca com carinha de minhoca!

Marcia Paula disse...

Adoro Nina Simone,mas acho que já disse isso.Xi...nada acrescentar,querida,o pensamento transforma o ambiente à nossa volta.Beijinhos.

Flôr de Azeviche disse...

Que saudade de vir aqui, que saudade de ler os seus posts... Espero que você tenha entrado o ano com tudo, linda Helena =).

Beijooos da Flôr

Mari disse...

Mulher de Tróia,
sem palavras.
não precisa.
vc já disse tudo.
quer um segredo? se tem 2 coisas que muito me orgulho são:
1) ser totalmente Pollyanna. Totalmente.
2) ser sua amiga da Lesbosfera.
Incrível!!
bjos

Helena disse...

Dri.:

Dri, minha querida, que bom lhe ver por aqui.
Melhor ainda lhe ver comentando! ;]

Sei sim de você e do que você pensa.
E que bom que eu sei.

um beijo gigante! :*


Luisa:

ô, Lu, acho que sim.
Mas pensar sobre isso tudo fez bem a mim também.
É mesmo, né? Essa é uma de minhas preferidas também!!

E aí, passou bons momentos com a Clara?
(já sei a resposta, né?)
Sim, sim!! D.I.V.A.! ;]

Beijo enorme, Lu! :*


Isa:

Ô, Isa, que bom que esse texto lhe fez bem...
E, moça, se depender das palavras que você já deixou por aqui... nossa, pode começar a se auto-elogiar, viu? Porque acho que você se expressa é MUITO bem! E isso com apenas 19 (não é isso?). Ora veja só! ! Anos luz de mim, menina. Anos luz! ;]


Srta. K.:

é sempre uma delícia lhe ver por aqui.
e estando melhor então, ufa!, faz bem a mim também! ;]
ah, a Nina... ah, a Nina...

beijo, notinha musical! :*


Lorena:

Menina-amélie!!!
Adoro suas reflexões (não canso de dizer isso! rs).
Concordo com você! É caminhar para dentro de si realmente. Essa é a direção mais acertada! ;]

e: KKKKKKK!!
não é bem assim, menina.. rs.

mas como diz uma amiga minha: não quero que muitos achem que sou legal, quero apenas que as pessoas que eu acho legal me achem legal também.

bjão!


Di:

ô, Di, me sinto honrada então pelo seu sentir. Sério mesmo. Acho que ser seletiva É uma qualidade. Como já postei aqui: http://sapatilhando.blogspot.com/2008/12/nomes-sobrenomes-e-lesberdade.html

Sobre livros de auto-ajuda: acho que o que ajudar tá valendo! eu tinha preconceitos com esse tipo de literatura (acho que ainda tenho um pouquinho, rs, porque me dou um cadinho escrever agora o nome 'literatura' perto desse gênero.. rs), mas depois que vi o bem que fez a essa minha amiga, confesso que acho mesmo que o que gerar um saldo positivo vale! E, como se diz, há livros e LIVROS. É a velha questão do bom senso mesmo...

Nunca li Vygotsky, mas fiquei feliz de saber que o que penso se aproxima do que ele pregou, rs, porque já ouvir falar muito bem desse teórico (por conta do mestrado em Psi). Ahhhh, tem uma tirinha do Quino em relação a essa frase do Sócrates que é uma fofura!! Vou procurar para colocar aqui! ;]

No mais, Di, seus comentários sempre adicionam.
Adoro!
E obrigada por me fazer achar que o que falo faz algum sentido...
Vale um bocado isso... ;]

Um beijo!


T:

Meninooooooooo!!
Você por aqui!!!!
Que bom!!

Mas olha só... rs..
Quer dizer que meu plano infalível que ocultar minha pessoa já foi por água abaixo, é?? KKKKKK!!
Deixa, né? Melhor assim! :P
Nem sei mais aonde começa a Helena e aonde eu termino mesmo.. Acho que isso é bom sinal. Não sei me mentir. :P

Vou lhe visitar sim, viu?? :*

Um beijo bem grandão!!
E vamos nos ver de novo logo, hein? ;]


Lezzie:

MINHA AMIGA QUERIDA!!!!
Mas é muita fofura de uma vez só, meu deus!!!
Quer fazer eu me sentir, é???
mas olha só!!! KKKKK!!
vou dizer pra galerinha do Parada Lésbica que você disse isso!! :P
Vai que cola, né??? KKKKKKKKKKKKKKK!!!!
Daí, quando o negócio pegar, eu corro pra ti e faço chantagem emocional: direi: "Lezzie, não sei o que falar pra essa menina não!! HELP ME!!! Foi você quem me colocou nessa enrascada!!!!" KKKKKK!! Topa o risco conjunto??? :P

Um beijo com cara de queijo!
(que tosco, Helena, e queijo lá tem cara??)
mas, vai, um beijo: pra você e pra fadinha! :*


Marcia Paula:

Nina é paixão mútua mesmo, escritora! ;]
E, nem precisa dizer, né: concordo com você: o pensamento transforma sim! ;]

Bjo!!


Flôrzíssima:

ah, flor de intensidade, saudades de VOCÊ!
acho ruim, ruim quando você some.
mas a falta se compensa quando você decide voltar!! ;]

o ano mal começou e tem sido um agito só!
vamos ver se em 2009 vai caber tudo o que eu quero que caiba! :P
qualquer coisa a gente estica até caber, né? :]

e eu é que sou só desejos de sorrisos para ti esse ano, Flôr!!
muuitos, bons e sonoros sorrisos!
(e alguns sorrisos silenciosos também: que eles são como um abraço).

bjooooooo! :*


Mari:

ô, minha amiga, o que faço com tanto bem-querer e doçura, hein?
adoro tanto que virei sócia, ora veja!! rs.

ô companhia deliciosa sempre!
e a delícia também de saber do tanto de força que você sempre deu (e dá) ao Sapatilhando! ;]

BEIJO!!! :*

Duda disse...

Grande,doce, e serena Helena:

Que bom que a C. pôde confiar em você como confiamos. Óbvio que o Sapatilhando mexe com as pessoas, na minha primeira visita aqui deparei-me de cara com a música que mais amo na vida, parece que o blog tem uma magia que recebe cada uma aqui de uma forma que transmite a paz que a pessoa precisa. Enfim, coisa de Helena. Parabéns querida!
Graaaaade beijo.

Águeda Macias disse...

Belíssima a sua carta. E se você tem uma alma velha, eu não diria que é por causa do gosto musical não. Sua alma talvez seja velha por conseguir ser tão madura e espalhar uma energia tão boa por aí. Nunca perca isso!