quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

| sobre amizade, confissões, e “quem sabe se você fosse uma mulher” |

Ou Coisas pessoais de Helena. :P

A minha mania de ‘pensar ao escrever’ não vem de hoje, sabe?
Na minha adolescência eu lia os romances de Jane Austen e Louisa May Alcott e eu testemunhava aqueles personagens escrevendo cartas e mais cartas uns para os outros e eu achava aquilo perfeito. E queria aquilo para mim.

Uma das melhores partes do meu intercâmbio nos EUA foram as inúmeras cartas que troquei com meus amigos que aqui ficaram (na época não existia e-mail :P). Era uma delícia ter ali registrado um momento. Fazer reflexões em cima do que eles me falavam. Conversar consciente de que eu conversava com as palavras que me foram escritas.

Então, quando há quase seis anos atrás, eu recebi o e-mail de um rapaz me falando sobre pensamentos e percepções de forma inteligente e intrigante, eu não pensei duas vezes: respondi-o. Vi ali a oportunidade de viver o que sempre presenciei nos romances: um relacionamento construído por letras.

E se passaram desde então quase seis anos.
Os nossos vinte e poucos anos de então se transformaram nos vinte e tantos anos de agora.
E há quase seis anos eu me relaciono com esse homem. Oo
O fato é, claro, que sou lésbica. E esse era o único detalhe da minha vida que ele não sabia até esta semana. Até ontem, para ser mais exata.

Em minha defesa, veja: até 2007, nem eu sabia! :P
Sempre desconfiei, é verdade. Mas foi preciso tempo até que eu construísse o preparo interno que me faz hoje viver tudo com tanta naturalidade.

Sobre o rapaz, ele mora no Rio, tem um senso de humor incrível, uma altura linda, olhos verdes, se dá valor, tem ótima auto-estima, atitude, um emprego show de bola, gosto impecável para música e livros, e a chatice gostosa daqueles que são seletivos. Se ele fosse uma mulher, acho que eu já teria me apaixonado por ele. :P

O fato é que esta Helena aqui está já já de mudança. Será mais uma retirante nordestina em São Paulo. :P

E quando veio a certeza da minha ida há dois dias atrás, o rapaz se empolgou. Como bom representante do signo de Escorpião, me passou e-mails calorosos e fez inúmeros planos de finalmente me ter no mundo real.

Aí, a-ha, o negócio pegou.
E lá fui eu respirar fundo e me preparar para o momento que (ainda) sempre temo: o de contar sobre minha orientação sexual. Veja, meus amigos mais íntimos só vieram saber há três meses atrás.

Eu sempre odeio essa “hora de contar”: sinto-me frágil e exposta. Sempre tenho medo das reações que virão. E, se gosto muito da pessoa, tenho medo de perdê-la.

E o teu racional grita: Mas por quê isso faria alguma diferença? Não era para fazer!! Mas faz, faz sim. Não no bem querer, claro. Mas é um elemento sobre você do qual não se sabia.

É a necessidade de um re-olhar. É a precisão de perceber você além do que a sociedade teima em declarar como rótulo.

E a pessoa que agora sabe, tem que ver além disso tudo: tem que olhar para você e enxergar a sua essência para perceber que você é, claro, a mesma pessoa que sempre foi.


Mas dá muito medo daquela pessoa que você gosta não conseguir fazer isso.
Demanda uma inteligência emocional que nem todos têm.

Então sempre pinta uma insegurança na hora de falar para os amigos.
E foi assim também com esse meu amigo de tantas palavras trocadas.

Um dos parágrafos que escrevi para ele em minha carta-confissão-de-que-sou-lésbica dizia:

fico me agarrando à esperança de que o que construímos é maior do que os nomes 'homem' e 'mulher'. fico me agarrando à esperança de que já somos, de muitas maneiras, conectos por um laço indissolúvel. de que respeitamos muito um ao outro para nos deixar abalar pelos caminhos que outro venha a trilhar. acho mesmo que o que temos um pelo outro é uma forma de amor. E que embora não seja um amor de mulher para homem, é um amor de alma para alma. algo único. atemporal. que vem existindo há tanto tempo de forma natural. espontânea. sem esforço.

Acontece, queridas, que as pessoas, graças-graças, nos surpreendem. Claro que temos que saber para quem podemos contar sobre nós, porque nem todos estão preparados para lidar com o amor-além que é necessário para que a aceitação ocorra.

Com todos os meus queridos que já souberam de mim tenho tido surpresas boas. De entendimento e aceitação. E sou muito grata por isso.

Claro que é típico eu escutar: “Mas, Helena, eu podia imaginar isso de qualquer pessoa, menos de você!!”. :P

E passam-se alguns dias de choque, deles me observando com mais cuidado, me olhando de forma mais alongada, pensando melhor as palavras e as brincadeiras... Mas aí o convívio os faz ver que na realidade temos a relação que sempre tivemos, todos transformes dentro do tempo, todos sujeitos aos caminhos que a vida nos traz. E aí sorrimos juntos. E eu brinco que sou sapatão até no pé, já que calço um gritante 39/40 (meço 1.73m, né? :P).

Com esse meu amigo, olhe só, não foi diferente. Depois de alguns parágrafos falando da tristeza de saber que nunca poderia me ter da forma como havia esperado, ele me escreveu linhas de aceitação e de que também não deixa de ser uma forma de alegria você finalmente definir uma relação: saber até onde pode ir. Eu sei que levará um tempinho até que ele se acostume com essa nova, e verdadeira, versão da Helena na vida dele.

Mas a verdade é, queridas, que a vida é um filtro natural. Vão ficando na sua vida os que vão sabendo lidar com as mudanças, os que sabem administrar as diferenças, os que amam um amor que sobrevive ao tempo.

Não que os que passaram por você não tenham sido importantes ou até essenciais, mas os que ficam (seja fisicamente ou na memória) viram oxigênio, necessidade, parte da sua saúde.


E acho que em relação a esse meu amigo as coisas vão se resolver. Até porque ontem de madrugada ele fez algo que nunca havia feito nesses quase seis anos: me passou um link de curiosidades sobre o Star Wars (hã?) e uma lista das seqüências de filmes mais famosas (errrr...). Acho que enfim ficou definido nosso gênero de amizade, né? :P E o resto a vida vai dando o jeitinho de colocar no lugar.

Eu só sei, queridas, que ao longo do meu mestrado uma frase (cujo autor infelizmente não lembro) me arrebatou o peito e me fez quase perder a miopia que meus olhos carregam:

Envelhece-se como se vive.

Ou seja: está gostando da sua vida agora? Ótimo! É muito provável que esse sentimento esteja sempre se movimentando dentro de você. Está odiando sua vida? FAÇA ALGO! Há coisas sobre nós que não podemos deixar que o tempo carregue por muitas horas ou meses ou anos... Porque da mesma forma que a vida tem o poder de transformar as coisas se estivermos agindo, ela tem a mania de manter as coisas iguais se estivermos parados.

E os anos passam rápido demais.
E não há coisa pior do que olhar para trás um dia e perceber que você perdeu tempo demais. Porque perder tempo é perder vida. E perder vida é perder-se a si própria.

Como digo sempre ao meu amigo colorido: “É preciso ser muito macho para ser viado”. E o mesmo vale para nós, mulheres-sapatilhas: é preciso coragem para ser o que somos. Mas veja: Tem coisa mais valiosa do que poder ser o que se é?

Uma coisa eu digo: quando a gente está escondida de tudo, até de nós mesmas (porque a primeira aceitação deve ser a nossa própria) nossas lágrimas são sim verdadeiras. Mas quando dizemos SIM a quem nós somos e abraçamos o nosso destino, SÃO OS NOSSOS SORRISOS QUE SE TRANSFORMAM EM VERDADE.

_____________

| essa música, para mim, por muito tempo me definiu. eu dizia que ela poderia até não ter sido feita para mim, mas que eu havia sido feita como se para ela. hoje, o que creio mesmo, é que todas nós merecemos ser amadas assim: por todos os instantes que nos fazem e nos transformam. vide o título dela em francês (versão original): Tous Les Visages de L'Amour


| cartum |
o calvin mostrando que quem sabe do que nos arruma, do que nos organiza, somos nós mesmas! ;]























| essa é, para mim, a melhor trilha sonora de todos os tempos. é toda feita de grandes interpretações de canções dos beatles. não canso de escutar. não canso de amar através dela. não canso de deixar que os beatles falem por mim.

Trilha Sonora - I am Sam - 2001
(uma lição de amor)





clique aqui.

20 comentários:

Boudeccá disse...

Ah Helena, como sempre vc tem as palavras perfeitas mesmo para as situações de crise, e a frase "Envelhece-se como se vive", não precisava nem dizer mais nada.

Beijo-te hoje a face desconhecida, porque o coração, já está perto de mim parece que há muito tempo.

Águeda Macias disse...

Helena, fiquei emocionadíssima com seu texto. Que bom que seu amigo reagiu dessa forma, me faz ter mais esperança no mundo.

Boa sorte em São Paulo!

(Maravilhoso seu blog, voltarei mais vezes.)

Dri. disse...

Assim que li o post a primeira coisa que me veio à cabeça foi um dos trechos do livro que estou lendo: Amor em Minúscula "...Não importa o que somos, mas o que fazemos com o que somos. Dá no mesmo viver 650 mil horas ou seis horas e meia. As horas não servem para nada se você não sabe o que fazer com elas."
E adoro a trilha sonora do "I am Sam". Muito lindo esse cd. ;)

DiOliver disse...

Posso começar com uma pergunta?
Curiosidade de professora de História...
Seu pseudônimo, Helena, é inspirado na Helena rainha de Esparta, depois de Tróia?
Responde depois faço outro comentário (será bem menor, prometo).

Falando em Grécia e em mitologia, você tocou no meu Calcanhar-de-Aquiles. A questão que mais anda pegando na vida atualmente é essa: “confessar minha homossexualidade para amigos e familiares”, viver dentro desse armário tem me sufocado e eu descobri de forma dolorosa que tenho vivido uma vida que não é minha. É tão difícil levantar todos os dias e ter que colocar uma máscara para conviver com colegas de trabalho, amigos, família e sociedade em geral.

Como diria Fernando Pessoa:
“Eu agi sempre,
Eu agi sempre para dentro.
Eu nunca toquei na vida.
Nunca soube como se amava...
Apenas soube como se sonhava amar.” (...)

Essas palavras são de tirar o sossego, não é? Não coincidentemente elas estão no seu Livro “Desassossego”. MAS ENTÃO, coloquei como meta para esse ano, encontrar uma grande paixão (amor) e sair desse armário.

“... conversar com as palavras que me foram escritas”, belas palavras, compartilhamos da mesma paixão (elas, as palavras), adoro, sejam escritas ou pronuciadas...
“Vi ali a oportunidade de viver o que sempre presenciei nos romances: um relacionamento construído por letras”, você me fez lembrar de Rubem Alves, ele sempre cita seu filósofo favorito Nietzsche (que não é o meu, pq é burguês demais), diz: “Quando a gente vai casar com uma pessoa, tem que se fazer uma pergunta: terei prazer em conversar com essa pessoa até o fim dos meus dias? O amor é sustentado pela conversa”, ou seja, palavras.

Nossa, deixa eu parar por aqui, o pessoal vai falar que não estou comentando, mas fazendo outro post em cima do seu. Galera perdão...

Menina, você é de arrancar suspiros... Me emocionou muito... Como sempre...
Beijos...
Di...

Lorena disse...

"E não há coisa pior do que olhar para trás um dia e perceber que você perdeu tempo demais. Porque perder tempo é perder vida. E perder vida é perder-se a si própria."

Eu tenho um certo medo disso. Quando começo a ficar paranóica, me lembro que "só" tenho 23 anos e que isso não é uma vida perdida, que eu ainda tenho muito tempo pela frente para tentar deixar tudo em ordem. mas será que tenho mesmo? E começo a ficar com medo de novo.

Sim, o importante é ser quem somos. E eu vou tentando... =)

Já ouvi essa música do vídeo hoje umas quatro vezes, enquanto escrevia... E esse CD é com certeza uma das minhas trilhas favoritas! Principalmente as duas que Aimee Mann regravou, Two of Us e Lucy in the Sky With Diamonds, adoooooro! Aliás, adoro Mrs. Mann. =)

Beijos, moça.

Lorena disse...

Ah, e esqueci de falar que sua história com seu amigo me lembrou do filme Nunca te Vi, Sempre te Amei, você já viu? É muito bonito! E é bem assim, amizade de quilômetros de distância. =)

Agooora sim, beijo.

Mari disse...

Lore,
Eu amo esse filme!!

Helena,
O filtro natural não é da vida....é nosso!
E vai ficando mais afiado com o passar do tempo!
I love You!!

Bjos!!

Anônimo disse...

Helena Flor linda , como sempre que venho aqui, me emociono, e como fico feliz!
Vc me faz acreditar que 2009, 2010,2011,2012,,,,,,,2222, serao MARAVILHOSOS!
Beijos ternos e molhados nas bochechas!
...lembrete: um beijinho de cada lado pra nao ficar torto...rs
Vc e' uma FLOR mesmo!
mineira

Anônimo disse...

Ahhh e concordo com as meninas:
O filme NUMCA TE VI' E SEMPRE TE AMEI, e trem bao mesmo.
sua carinha...rs
bjssssss
mineira

t disse...

Não, não tem coisa mais valiosa do que ser quem eu sou. E pensar agora nisso de uma forma mais abrangente me fez sentir muito bem. obrigado, tava precisando =}

Isa disse...

Também sou escorpiana...

"E a pessoa que agora sabe, tem que ver além disso tudo: tem que olhar para você e enxergar a sua essência para perceber que você é, claro, a mesma pessoa que sempre foi."

Pq é tão difícil pra pessoas perceberem isso?

Bjo grande!

Marcia Paula disse...

Olá,moça.

Você não será mais uma retirante por aqui,acredite,quem nasceu aqui é minoria absoluta e espero de coração que você ame essa cidade assim como eu.Também calço 39 e sou mais baixa...portanto...Querida,os amigos vêm e vão,não penso que é tão importante ser aceita quanto se aceitar.Militei num grupo de afirmação homossexual,pois tudo começa no "eu sou" e nem é por acaso que em hebraico formou o nome de deus j-a-v.Beijos grandes no seu coração,não esqueça de me dizer um alô por que estarei por perto sempre.PS.: adoro sotaques,do Brasil todo.São lindos,adoro a língua portuguesa.

Leandro Neres disse...

Visitando por indicação do Filosofia de Bolso. Gostei do espaço, vou voltar sempre, apareça em casa.
Bjos
Leandro

Luisa disse...

hey.!-
é, eu realmente acho que quem nos conhece, quem é amigo, acaba aceitando fácil. O mais difícil é a gente mesmo, não ligar para essas coisas; para o olhar do outro;- aprendendo diariamente a lidar com isso.--
- A versão em francês (original) da música 'she', é boa? porque essa em inglês eu confesso que não gosto muito; não aguento. rs; minha mãe que gosta; não sei se é o costelo; ou se eu prefiro coisas menos óbvias.mas; enfim../
é que nem aquela música 'have you ever really loves a woman', que o bryan adams canta; não consigo.
Acho que ouvi duas vezes, gostei; quando comecei a ouvir 10 vezes porque só tocava isso nas rádios, comecei a odiar :-) rs. de tão brega.--- enfim. deixa isso pra lá.. rs..---
'I am sam' é uma das melhores trilhas, sem dúvida alguma :-)
--
Um beijo.

Del. disse...

Hey linda...

Dona das palavras mais belas. Tudo fica mais bonito aqui...

Sempre colocando a vida sobre os focos mais maravilhosos.

Só pra constar que estive aqui, lí e saboreei cada uma das palavras.

Besos... muitos.

Flôr de Azeviche disse...

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Sem mais comentários, vocÊ vem pra Sampaaaa
uhuuuuuuuuuuuuuu
Nossa, fiquei meio descompensada agora, nem imaginava ler isso agora, nesse post, já sabia meio por cima que viria, mas naõ esperaavaaa que fosse tão logo. Estou muito feliz, espero que a gente se encontre, hein?!

Eu vivia escrevendo cartas para mim mesma, sabe? Escrevia sobre algo que eu assistia na TV e guardava, depois eu ia lá e lia tudo de novo, isso nos meus 15 anos, eu acho. Hoje não as tenho mais, uma pena. rss

Beijooos maravilhosos para vocÊ!

Drika disse...

Oi Helena! Estou conhecendo teu blog hoje. Adoooorei!
Te achei através do Queer Girls.
Somente a frase "Envelhece-se como se vive", já teria me feito ler teu blog inteiro.
Posso te linkar?
Beijos!

Helena disse...

QUERIDAS, PERDOEM-ME A AUSÊNCIA... ESTA SEMANA É O FECHAMENTO DE MINHA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO... CORRERIA DEMAIS...

:::querida lezzie:

não tenho mais nem palavras para agradecer tanta doçura e bem-querer! apenas que me orguha demais demais o fato de estarmos, nós duas, desde o primeiro dia unidas: não é companheira de inauguração? ;]

repito suas palavras: você e fadinha estão perto do coração. e brindo com vocês cada conquista suas e as acompanho com orgulho e carinho.

beijo. beijo. beijo.
para as duas.


:::Águeda Macias:

vi seu comentário no post anterior...que lindo.
que bom você ter chegado por aqui!
espero que volte mesmo, viu?

um beijo grande!

:::dricas!:

Esse livro já está me despertando a curiosidade... rs.

Beijo grande, minha querida.


:::Di:

Começando com uma resposta: não, Di, nem foi por conta da Helena, de Esparta e Tróia (quem dera!! rs).

É que meu nome remete ao nome Helena.
Razão pela qual o escolhi. ;]

Adoro sempre suas citações...
Gente.. Fernando Pessoa.. ah... Fernando Pessoa...

No mais, querida, em relação a uma de suas metas (achar uma grande paixão), não somos nós quem achamos... rs.. é ela quem nos acha: http://sapatilhando.blogspot.com/2008/11/no-procura-se-desesperadamente.html

mas entendi o que você disse sim: que você está aberta a essa possibilidade. E isso, realmente, é graaaaande parte de se deixar ser achada por essa paixão! ;]

Queria lhe dizer também, que nunca, nunca se preocupe com o tamanho de qualquer comentário que você deixe aqui! O que gosto é justamente dessas conversas, de pensarmos todas juntas! É assim que tem graça! E é assim que conseguimos chegar a algum lugar de fato.

E você, Di., só tem adicionado! ;]

Bjão, menina!!


:::Menina-Amélie:

Acho que já lhe dei esse carão antes, rs, mas deixa eu dar de novo :P

Com certeza não é uma vida perdida, com certeza ainda cabe o "só" antes da sua idade, com certeza você ainda tem muuuuito tempo pela frente!!! rs

As coisas acontecem na hora de acontecer: é preciso estarmos prontas. É preciso o tal do preparo interno para que vistamos a armadura que é preciso para enfrentarmos tudo.

E a hora chega, querida. A hora chega.
Tem um momento em que a voz lá de dentro fica alta demais para que finjamos que não a escutamos. Nessa hora, não temos outra opção senão agir.

É como disse Victor Hugo:

"Não há nada mais poderoso do que uma ideia cujo momento chegou.

Ah, não assisti ainda esse filme, mas depois desse falatório todo, rs, irei correndo resolver isso!! :P

Beijo grande, Lorena! ;]


:::Mari:

Minha amiga... como estou em falta com você!!! Tô com vergonha, até!!! Mas... como eu sei que você é toda coração, já fico até meio na safadeza: sabendo que estou já de antemão perdoada!! kkkkk!

Até porque sei que você sabe da correria que está tudo no momento.. :P

Love you too, baby! ;]
Kisses, kisses!

ps: tô com vergonha da Duda também!! que faz é tempo que é para eu responder às doçuras dela e ainda não pude parar...


--- desculpa, Duda!! :/
E obrigada de coração por tantas palavras lindas!!

agora sim: beijo para as duas! :*


:::mineirinha:

ô, meu pão de queijo! rs
uma delícia sempre você... ave maria...

beijo, beijo! :*

e, ah, vou ver esse filme! tenho que ver agora! rs.


:::tonzito:

outro que estou em falta... :/
desculpe...

mas me consola saber que você está aqui pertinho! :*

e mesmo com tão pouquinho tempo, já te digo: também tenho orgulho de quem você é! ;]


:::Isa:

Por que, não é?
Deviam, deviam...

E olhe, olhe que essa galerinha de escorpião é pegando fogo!! rs.
Um negócio sério!! :P

Bjo grande, menina!



:::escritora:

concordo plenamente: tudo começa no 'eu sou'! ;]

e orbigada pelo email-apoio, marcia paula!
e por estar sempre por perto!! :*

beijos!


:::Leandro:

Ah, tem gente querida escrevendo no Filosofia de Bolso! ;]

Volte sim, viu?

Apareço por lá assim que der!

Bjos. :]



:::Lu:

Ainda para lhe responder.. meu deus.. tô em dívida demais esses dias... quase hipotecada.. rs

ah, más notícias, rs... a versão em francês é tão óbvia quanto!! :P
se duvidar até mais, que as coisas em francês ficam ainda mais romãnticas!! kkkk!

mas vai... tem coisas que é bom que seja óbvio... o amor é uma delas.

e, como diz o poeta, elas têm que ser ridículas, vai! que graça teriam se não fossem? :P

bjooos!


:::Del:


Ah, Del, você e suas doçuras...
E umas coisas tais chamadas de que mesmo? Ah, "sicronicidades". Acho que é esse o nome. :P

Hehe.

Besos e besos, querida. ;]


:::Florzíssimaaaaa:


Sem mais comentários!!
Você acha que não vou lhe ver em Sampa???

A gente organiza aí uns Leskontros Bloguistas!! KKKKK!

Mas falta ainda 2 meses, viu?

E cartas, ah, são mesmo sempre uma delícia..
Pena mesmo você não ter guardado.. :/
Mas ficaram na lembrança, né?
Acho que ainda vale..

Bjão, menina!


:::Drika:

Que bom lhe ter aqui!!
Essa frase é arrebatadora mesmo!!
Até hoje me tira o fôlego e me prega os pés no chão!!

Link, sim, menina!! à vontade!
o prazer é meu!

Bjão, viu?

mara* disse...

É uma barra concretizar, materializar o que, verdadeiramente, somos. Como saber se nos aceitarão? Intuímos, desde sempre, que nossa orientação sexual não pode ser dita. E não pode ser dita por que é proibida. As piadinhas e conversas nos contam que o que sentimos não pode ser nem falado, nem comentado, nem exposto e nem mesmo sentido. É feio, errado, podre, pecado, imoral, sem-vergonhice, doença. Portanto, recorremos ao silêncio. Mas o que se passa em nossa cabeça não é nada silencioso. O medo assombra. Vivo isso constantemente, viverei sempre.

Abraço você com carinho.

Bruna B. disse...

Não sei mais nem o que dizer dos seus posts :D amo ler tudo aqui!
Sempre copio uma frase legal pra mim *-*
Estou baixando a trilha sonora, beijo! :*