domingo, 1 de março de 2009

| da série: sobre muros, escolhas e atitudes |

primeiro uma conversinha ao pé do ouvido...



||| A palestra do Randy Pausch:

PARTE I



PARTE II



>> para a versão em inglês, vá aqui.



||| E agora o textinho meu que encontrei por aqui e que fala um pouco dos muros e paradas de nossa vida.

.o que nos faz caminhar.


“Um menino caminha
E caminhando chega no muro

E ali logo em frente

A esperar pela gente
O futuro está...”

* TOQUINHO – AQUARELA *


Quem disse que viver é fácil? Viver é caminhar. E a própria noção do caminhar é cansativa: um pé na frente do outro, um pé na frente do outro, um pé na frente do outro... sempre. Enquanto se estiver caminhando tem-se que estar fazendo esse movimento.

A questão é que, ao caminharmos, não estamos fazendo escolhas. Estamos administrando as escolhas já feitas, sobrevivendo às escolhas já feitas.

Sabe aquela famosa frase: ‘o caminho se faz ao andar’?
Na realidade, não é bem assim... Na verdade, o caminho se faz ao parar.

O caminho se faz ‘quando se chega no muro’.
São as paradas que decidem destinos.
São nas paradas que damos a direção de nossas vidas.
São nas paradas que passamos adiante para outra fase de nossas vidas: uma fase pós-muro, pós-decisão-feita.

A questão é que, quando se chega no muro, só há três escolhas:

Ou se permanece onde está: parado.
Ou se faz o caminho de volta: andando para trás novamente.
Ou se sobe o muro, atravessa-o, e se segue adiante: para outro caminho.


E o lindo da vida é que nenhuma dessas escolhas é necessariamente errada ou correta. Todas são possibilidades. Nada mais que isso.

Mas, claro, como toda escolha, trazem conseqüências.
Acho que a lei principal da vida é essa: ‘para toda ação há uma reação’.
Não há como fugir disso.

A questão é que muros existem por uma razão.
Muros são a parte mais importante da vida.
E, por isso mesmo, não são fáceis: uma escolha há que ser feita.
Muros servem para que repensemos o caminho: para que fiquemos em uma situação em que temos que decidir: Voltamos? Ficamos? Seguimos adiante?

Muros são um diálogo interno.
Eles bloqueiam a nossa visão para que sejamos forçados a olhar para nós mesmos, ao invés de nos distrairmos com a paisagem.


Os-muros-são-separadores-de-fases.
Indicam finais e começos.
Sufocam: porque exigem uma resposta.
Dão ar: porque apresentam novos caminhos ou renovam uma escolha.

Responder ao muro é falar a verdade para si.
― Preciso voltar. Deixei lá trás algo precioso.
― Preciso ficar. Não está na hora de ir.
― Preciso seguir adiante. Quero coisas novas.


E o muro não é bonzinho. Não. Não.
O muro é sádico e frio: é tijolo no seu caminho.
E ‘nunca se esquece esse acontecimento’: como a pedra no meio do caminho, só se chega ao muro, cansado. Estar cansado faz surgir o muro. Porque se o muro vem exigir escolha, ele também vem oferecer escolha.
E não dá para não notar a chegada do muro: ele grita vermelho e rude que há uma decisão a ser feita.

E nem sempre se escolhe o que se deveria ter escolhido. E quando, mais adiante, percebemos isso, temos raiva das escolhas que não escolhemos.
Mas como a vida é perfeita justamente por ser imperfeita, uma hora percebemos: ter raiva é ter cansaço e ter cansaço é o que fabrica o muro. Assim, os muros sempre aparecerão diante de nós: e sempre teremos nossas três escolhas: de voltar, parar ou seguir.

É bem verdade que o mesmo tempo que fabrica os muros é o tempo que modifica os muros: então nem sempre o muro trará os-mesmos-novos-caminhos. Mas quem disse que ser igual é necessariamente ser melhor, não é? Novos muros estão aí, mais altos ou mais baixos, mais claros ou mais escuros, mais grossos ou mais finos, pedindo uma resposta. E uma-resposta é sempre melhor que resposta-nenhuma.

Então o muro vem para nos mostrar isso: que somos nós quem damos as respostas. Somos nós quem decidimos se voltamos, ficamos, ou seguimos.


Estar vivo consiste em responder isso a cada muro, nos muitos muros que existem.

E para quem acha que os muros são vilões, vai um aviso: são os muros que nos fazem caminhar: pois se voltamos, ficamos ou seguimos é por causa do muro que nos exigiu uma resposta.

E se em algumas vezes erramos, em outras acertamos justamente por voltar, ficar ou seguir.

Ademais, como o muro pode ser vilão se somos nós quem damos a resposta ao muro?

O muro é uma bandeja de possibilidades: cada um se serve do que quiser ou puder escolher.

Mas nada de se alarmar: é caminhando que novos muros aparecem e novas escolhas podem ser escolhidas. E se cansar, faz parte da biologia de quem está sempre a guardar e soltar ar com os pulmões.

Então, inspire; expire. Responda ao muro e saiba que logo, logo um outro muro lhe aparecerá para que você tenha a chance de escolher novamente.

_____________________

|| A Zélia cantando uma música que cabe perfeitamente a este momento da minha vida!



|| e o cd dela que tem essa música!! ;]

Zélia Duncan - Perfil




clique aqui.





Um beijo, minhas queridas!
Até a volta!
Não me abandonem, okay? Plissss!! Rs.
Bjão!!

14 comentários:

Lorena disse...

Dessa vez não achei que fosse ser a primeira, mas acho que isso veio a calhar, né? =)
Ouvi e li sobre o muro, sobre os muros que a gente precisa encarar no nosso caminho. E ouvi você também, e negócio de auto-ajuda, acho que não é bem isso... Acho que é ajuda-mútua... É interação o tempo todo, isso é o legal do blog em detrimento a outroas formas de comunicação. É isso que nós fazemos aqui, que vc "comanda", mas que todo mundo "ajuda"... Enfim, não era sobre isso que eu ia falar.

Eu assisti a palestra toda. Com certeza me fez refletir. E seu texto foi um ótimo, ótimo complemento. Aliás, jura que vc escreveu antes de ouvir a palestra?? Porque é totalmente complementar!
Bom, os muros existem, dentro e fora da gente; no mundo interno e externo; nós mesmos podemos colocá-los no nosso caminho ou somos interpelados com tijolos vindos de outra pessoa. Mas é importante (e foi importante pra mim) a reflexão de que o muro não é um impecilho, mas um auxílio! É tão bom ver isso dessa forma... =)

Confesso que sou Bisonho algumas vezes na minha vida, mas luto para ser Tigrão na maior parte do tempo. E na maior parte do tempo, eu consigo. E fico satisfeita comigo mesma por essa característica, de poder olhar a vida pelo seu "bright side". Não é fácil e engana-se quem pensa que é mais fácil ser otimista que pessimista. O pessimismo é, geralmente, cômodo. O otimismo, cada vez mais, é uma busca. Ver o muro como um momento de reflexão e otimismo e não como um impecilho é difícil! Quem pode achar isso fácil? Quem pode, num primeiro momento e de forma tão humana, ser pollyana o suficiente para encarar um tropeço, uma queda, um momento de fragilidade como um sinal de aprendizagem, e não como um infortúnio? Requer trabalho... E eu ainda estou no caminho. Mas me comprometi, não foi? E promessa, pra mim, é dívida. =)

E claro que ninguém vai esquecer vc, né?? Ouxe! Até parece! A gente vai é ficar com muitas saudades!
Mas sei tb que estamos todas torcendo para sua vida dar certo, para que vc tenha muito sucesso e seja imensamente feliz. Vai com Deus, minha amiga, e não hesite em ser feliz. Você merece. =)

beijos e não mate a gente de saudade, quando estivermos agonizantes, volte para nos deixar um alô!=)

Lorena disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Oi, Helena!
Bom...meu primeiro comentário aqui pra vc. Estou acompanhando seu blog de modo assíduo agora. Na realidade, eu já estava sapiando por aqui há algum tempo e sinceramente me dava uma peguiça de ler tudo...rs.. muitos textos longos, tipo auto-ajuda, coisas que já me eram familiares atráves dos muitos livros de auto-ajuda que eu lia numa fase da vida. Pois bem...mas, eu sempre acabava dando umas olhadas aqui, lendo por cima, tal. E sabe que aos poucos, lendo uma coisinha aqui e outra ali, fui me envolvendo, achando alguma coisa diferente, interessante, me identificando com quase tudo que estava lendo? Fiquei achando que vc estava escrevendo pra mim..rs..pensei, caramba...essa mulher está conseguindo me segurar aqui, e eu nem dava bola pra ela tempos atrás! Foi muito engraçado a forma como de repente eu começei a me interessar pelos textos...a identificação foi crescendo, crescendo...e cá estou eu me transformando numas de suas grandes fãs, te admirando muito. E qdo. ouvi a sua voz comentando as coisas, achei o máximo, vc transmite muita empatia, muita humanidade, não deve ser dificil gostar de vc. Parabéns pelo blog, pelos textos, pelos vídeos, pela simpatia. E vou seguindo aqui, torcendo e esperando sempre novas postagens. Abraços e boa sorte pra vc aqui em SP!!!

Luna disse...

Ei amor!

Bom, pra variar, eu também penso como você...

Os muros estão aí pra isso mesmo, pra serem ultrapassados e superados, ou até mesmo pra mostrar que às vezes as coisas são como tem de ser.

O importante é não parar por conta das limitações.

E vamos concordar né... Acho que não teriamos tanto prazer nas conquistas, se não fossem os obstáculos... E também não valorizariamos nosso caminho se ele fosse simplesmente reto e sem emoçoes e mudanças.

E pra variar amada, excelente texto e acho que você não precisa se preocupar com suas leitoras, você escreve bem demais (e esse é um comentário técnico) e com certeza sempre existirão pessoas de bom gosto pra apreciar o que você tem a passar.

Amo-te xD

Anônimo disse...

Querida Helena, lhe desejo uma ótima mudança, e seí que td vaí dar certo.
E sabe pq eu seí ísso???
Pq vc merece!!!!!!
Pq vc é do bem!!!!
Pq vc é muito querida, e todas nós aquí vamos fícar na torcida para o seu sucesso.
Volte logo pra nós!
Beijos para vc e para Luna!
Que Deus lhe proteja!
mineira
Ahhhh sabe o que o MURO tem de BÃO?????
Ele nos deixa sempre na curiosidade, e nos desperta o desejo da aventura!
Então não tenha medo de seus MUROS, de suas aventuras.
Pq o desejo vaí sempre te MOVER....
e SAPATILHAR por este mundão !
bjsssssssss nas bochechas.

Marcia Paula disse...

Não vou te abandonar,como diz sua amada é uma questão de bom gosto.Beijos,querida.

Stephy disse...

Adorei a reflexão sobre o "muro". Eles existem mesmo e estão ai e aqui o tempo todo, nos parando e nos impedindo. Talvez eu não veja o "muro" como um muro e sim como uma "porta", ai decidimos se a abrimos e seguimos em frente se voltamos ou paramos. Bem não importa como é caracterizado, ele sempre vai aparecer. E confesso que ando com um "muro" a muito tempo em minha frente, me recuso a parar a seguir e muito menos a voltar. Acho que estou andando em circulos. rere. Mas é assim mesmo! Precisamos de obstaculos para darmos valor a vitória.
Bem agora chega de muro, aokeoaeokae.
Os videos do blog estao perfeitos *-* Falando em blog, seu blog é TUDO *-* eu sempre venho ler as materias e tal, desculpe pela falta de comentarios, mais voce tem uma leitora fiel ein!
Fiz meu blog de literatura lés agora, e pode deixar que AGORA eu sempre volto aqui :]
Queria pedir pra voce, se curtir, ou se sentir interesse pra me visitar ^^
Só isso, parabéns ta!
beijos :*

Flôr de Azeviche disse...

Eu venho te visitaaar... E saber que você vem pra SP é muuuuuito booom, quero conhecê-la, viu? E sim, vai dar tudo certo pra você na terra da garoa, mulher. Fica juntinho do amoor, tudo de boom =)

Ai Zélia... Minha segunda paixão... [vou no show dela dia 14 uhuuu]

Beijos, Helena Linda

Duda disse...

Helena!

Esperamos por vc, pelo Asdrúgal ( é isso mesmo?) e pelo cachorro latindo na hora da gravação! Helena é sempre uma surpresa!
Querida, torço muito pela tua felicidade,eu costumo pedir à Deus pra iluminar o caminho de pessoas queridas e aprendi a gostar muito de vc e desse cantinho tão especial.
Lunaaa, amiga viu?
O Sapatilhando é uma ilha que eu encontro serenidade, verdade, otimismo, e força. E se o seu blog ajuda as pessoas, porque isso seria ruim? Não faz sentido não é mesmo?
Uma coisa é certa, ele já me ajudou e continuará me ajudando portanto não suma!
Esse papo de te abandonar só pode ser brincadeira, ou muita modéstia.
Seja feliz querida, sempre.
Beijos Helena e Luna.

E esse vídeo hein?
Destaque pro Lesbosfera!
Parabéns lindas!

Laurie disse...

Doida pra saber como está em Sampa... =D

beijos, saudades!

BBB GLS VIRTUAL disse...

muito bom o blog

Amanda disse...

Nossa, quantos textos lindos!! Gostei, gostei muito!!
Ainda não consegui ler todos, mas estou adorando!!!

Beijos!

Portal das Lindas disse...

Nossa to impressionada com tanta destresa das palavras, vocÊ é um pouco de tudo mesmo...
virei leitora ♥

Fernanda R. disse...

Faz um tempinho que não venho aqui, então primeiramente meus parabéns e desejos de felicidades ao novo casal! Cuida bem da minha chefinha (e vice-versa, ófi coursi!)

Já sobre o post, que dureza, não? Pior é quando a gente está (mas não se deu conta que está) em cima do muro. Tô ali, a vida tá boa, não quero pensar em mais nada.. e assim minha vida vai se esvairindo sem eu perceber. acho isso a coisa mais triste: viver sem apreciar.

beijos!