sábado, 27 de fevereiro de 2010

“Eu quero ter um milhão de amigos, E bem mais forte poder cantar”

É que o monstro do Preconceito é forte e grande demais. Tão forte, tão gigante, tão esmagadoramente injusto, antiético e monstruoso que não poupa esforços quando decide agir.

Ele não escolhe caras, nem sempre avisa que vai atacar, muitas vezes aparece onde e quando menos se espera.

O monstro do Preconceito é mau: mas de uma maldade sólida e completa: solta um veneno que deixa rastros e que machuca muitas vezes os mais fracos e já fragilizados.

É tão desgraçado esse monstro, que ele às vezes se disfarça até do que é bom, do que é certo, do que é Divino até, ora veja só.

O monstro do preconceito se enraíza em núcleos familiares, religiosos, políticos, sociais. Esse monstro maldito separa humanos de humanos. Cospe julgamentos, injúrias, ataques mesquinhos e sem sentido.

Esse monstro rasga famílias, faz com que pais desprezem e ataquem seus próprios filhos, faz com que completos estranhos se xinguem por dizerem carregar em si o que acham certo ou errado.

Esse monstro cataloga humanos em grupos marginalizados e negativizados: homossexuais, negros, mulheres, pobres, gordos, feios, burros, analfabetos.

E eu me pergunto onde estão os meus irmãos? Onde estão aqueles que Deus disse para eu amar como a mim mesma? Onde estão aqueles que me amariam como a eles mesmos?

Onde está a nossa noção de sermos todos seres humanos e pronto? Por que meu amigo deve ser atacado por ser gay? Por que eu devo ser atacada por ser lésbica?

Por que eu não amo homens? Mentira! Eu amo sim! Amo meu pai, amo meus dois irmãos, amo os meus amigos que são tão importantes e imprescindíveis para mim. Amo todo homem que eu conheça e tenha como um modelo bom de ser humano.

Deverei ser julgada então por não amá-los sexualmente? Por não me apaixonar por eles?

Não basta amar, não é mesmo? O monstro do preconceito tem a petulância de refutar tipos de amor que não caibam em sua cartilha tirana.

Converso com Deus todos os dias, rezo para Ele, obtenho, em meu coração, a Sua Graça. Sinto a presença Dele clara e real em minha vida. Sinto Sua mão a me proteger, sinto Seu colo nos momentos mais difíceis e sua bênção nas horas de alegria.

Mas o monstro do preconceito ignora isso: me ataca e me difama e diz em urros e gritos que sou uma endemoniada, que sou uma pecadora, que sou eu quem dissemino o mau. O monstro do preconceito veste batinas e cordões religiosos, o monstro do preconceito coloca, infame, uma bíblia debaixo do braço e ousa jogar pedras em mim.

E eu olho para tudo isso incrédula: triste, porque aqueles que deveriam mais amar, que deveriam mais acolher, que estão supostamente iluminados por Deus, são muitas vezes os hospedeiros voluntários do monstro do Preconceito.

Está tudo errado!

Eu vejo meus irmãos, seres humanos como eu, atacando a mim e ao meu grupo. E não é um ataque de mera discordância: é um ataque cheio de ódio, cheio de nojo, cheio de um total e completo desconhecimento da irmandade que deveria nos unir.

Eu vejo os pequenos do meu grupo, os jovens homossexuais, serem abusados de todas as formas possíveis: emocionalmente, espiritualmente, psiquicamente e às vezes até fisicamente. São eles as vítimas preferidas do perverso monstro do Preconceito: porque são pequenos, são dependentes, são ingênuos, são fracos ainda.

E eu choro por eles. Choro porque esse monstro terrível se divide em vários pedaços e consegue estar em vários cantos ao mesmo tempo. E eu não posso proteger nossos pequenos.

E os pais desses, que deveriam pegá-los no colo e zelar por eles, e protegê-los das pedradas do monstro, na realidade se unem a esse monstro e jogam eles mesmos pedras em seus filhos. Eles mesmos machucam seus pequenos.

E eu choro. Choro porque essa guerra fria contra esse monstro ainda faz muitas vítimas. Choro porque vejo esse monstro ser alimentado e fortificado de todas as formas.

Nossas televisões coroam esse monstro e o fazem ídolo e exemplo. Nossos repórteres estão apenas interessados em mostrar o sangue das vítimas desse monstro e não em cuidar dessas vítimas. Sangue dá audiência. Sangue vende notícia.

Eu vejo uma total indiferença perante as vítimas desse monstro. Eu vejo cada um carregar o seu rei em sua própria barriga e apontar seus dedos julgadores para os que acham que devem ser queimados na fogueira.

Eu vejo crias desse monstro em cada ato separatista e em cada ataque.

Mas eu canto, eu canto a música que serviu de hino para uma geração: eu canto: “Eu quero ter um milhão de amigos, e bem mais forte poder cantar”.

Eu canto porque eu já aprendi, a duras lições, o que enfraquece o monstro do Preconceito: cada sorriso meu, cada vitória minha, o atinge e o torna mais fraco.

Essa é a lição que devemos levar, essa deve ser a nossa bandeira, a nossa arma, a munição de nossa guerra: devemos ser felizes, devemos lutar nossas batalhas de cabeça erguida, devemos ter orgulho de quem somos.

O monstro do Preconceito não pode nos atingir quando já estamos fortes. Então, meu querido e minha querida, por favor, se fortaleçam! Por favor, lutem por seus sorrisos!

O monstro do Preconceito é covarde: ele só nos ataca quando estamos sozinhos, quando somos minorias.

Devemos das as mãos em união e cantar juntos nossa amizade, nosso laço, nossa fraternidade. 


Cantemos então!





EU QUERO APENAS

Composição: Roberto Carlos/ Erasmo Carlos

Eu quero apenas olhar os campos
Eu quero apenas cantar meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um coro de passarinhos
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar.
Eu quero apenas um vento forte
Levar meu barco no rumo norte
E no caminho o que eu pescar
Quero dividir quando lá chegar
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar.
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar.
Eu quero crer na paz do futuro
Eu quero ter um quintal sem muro
Quero meu filho pisando firme
Cantando alto, sorrindo livre
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar.
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar.
Eu quero o amor decidindo a vida
Sentir a força da mão amiga
O meu irmão com um sorriso aberto
Se ele chorar quero estar por perto
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar.
Eu quero ter um milhão de amigos
E bem mais forte poder cantar.
Venha comigo olhar os campos
Cante comigo também meu canto
Eu só não quero cantar sozinho
Eu quero um coro de passarinhos
Quero levar o meu canto amigo
A qualquer amigo que precisar.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Devo me assumir? Quando? Como?"

É um tema sempre recorrente. Assumir-se ou não? Falar para a família ou não?

Escrever um texto sobre isso é complicado, uma vez que é um assunto muito complexo e que acaba se interligando com vários outros assuntos e temas.

Então, cá estou eu conversando em áudio com vocês sobre isso. São apenas algumas reflexões e pensamentos acerca de se ser homossexual e sobre o fato de assumir-se ou não. Lembrando mais uma vez que cada caso é um caso! E que só você pode saber sobre a sua realidade e contexto!

É só clicar no player:



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Para fazer o download do áudio, clique AQUI.


*Outra coisa que eu gostaria de lembrar mais uma vez, é sobre o Projeto "Um Convite à Oração": os encontros estão acontecendo todas as quinta-feiras à noite! É só ir AQUI



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* Ainda sobre aceitação, esta semana o Leonardo, que é transexual (FTM - ou seja, mulher para homem) postou em seu blog um texto extremamente sincero e emocionante sobre a sua situação difícil em casa. Ele é colunista no Parada Lésbica  (na coluna Em Trânsito), tem 20 anos de idade e mora em Recife. 


Quem for de Recife por aí, por favor, ajude o Leonardo! Quem não for, mas tiver condições de ajudar, por favor também faça isso! E divulguem a história dele e passem lá nem que seja só para dar um "Alô", tá? Aqui está o relato do Leonardo:  http://notasimpacientes.wordpress.com/2010/02/18/desabafo/#more-528


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* Desculpa eu ter falhado com a agendinha do blog, pessoal... esta semana foi um tanto quanto complicada... Mas mando beijos especiais para a Bruna B, que há dois dias está em minha companhia lendo o blog de trás para frente, rs. Para o Dioguito, representante do público masculino do Sapatilhando, rs, para a Stelinha que é a mais nova Jornalista do mercado (Parabéns, Stella!!!), para a minha querida Mineirinha, para a Belisa e para a Isa (você está de volta, Isa? Aparece!), para a Vivian, que viajou e me trouxe até lembrancinha da viagem! e para a Marcia Paula que sempre dá um jeitinho de aparecer por aqui.


E, claro, para cada uma e cada um de vocês que sempre têm uma palavra amiga para me dar, uma palavra de incentivo ou um abraço querido. Acho que nós, homossexuais, estamos sempre em luta: seja por preconceitos da nossa família ou por barreiras que ainda precisam ser vencidas. Então é muito confortante para mim saber que estamos todas(os) juntos nessa batalha! Muito obrigada por eu ter a deliciosa companhia de vocês!!! Faz toda a diferença!!


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Links:
Temas debatidos no áudio:
  • A auto-aceitação.
  • O lidar com a sua própria homossexualidade.
  • O estar em paz com quem você é.
  • Se permitir viver a sua sexualidade. Se permitir ser quem você é.
  • Devo me assumir para a minha família?
  • Quando devo me assumir?
  • Como devo me assumir?
  • Como administrar tudo isso?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Como fazer sexo com uma mulher

Quem é mulher sabe: somos um ser complexo!

Mulher é praticamente uma cebola: tem várias e várias camadas. E, se você descascar demais, se você conseguir chegar no que está lá no fundo do coração delas, você chora mesmo: porque não tem ser mais lindo do que uma mulher.

Acontece que toda essa complexidade, às vezes (ou na maioria das vezes) vai parar na cama sim.

O resultado disso, é que para ‘desvendar’ uma mulher é preciso muito, muito tato. É preciso estar bem atenta a pequenos sinais, à expressão no rosto dela, aos pequenos sons que ela faz.

Mulher é bicho complicado: mas só é complicado, porque é completo demais.

Mulher preocupa-se.
Com quê? Com tudo!

Mulher se preocupa com a mãe, com o pai, com os irmãos, com os amigos, com filhos (se tiver), com a vizinha, com a própria parceira, com os bichos de estimação, com o que fez ou deixou de fazer no seu dia, com o que tem que fazer amanhã ou no próximo mês...

Mulher trava briga consigo mesma o tempo todo: “Será que eu devo?”, “Será que eu não devo?”, “Digo, ou não digo?”, “Faço ou não faço?”, “Será que está certo?”, “Será que está errado?”, “Será que posso?”, “Será que não posso?”.

Mulher é um ser que sente. Sente demais! Logo, muitas vezes fica difícil se desprender do que se sente e se envolver completamente ao que se está vivendo naquele exato momento. Isso acontece porque em geral a mulher está em “vários cantos” ao mesmo tempo. Seu pensamento e seus sentimentos viajam na velocidade da luz.

E quando a pessoa com quem ela está se relacionando (seja mulher ou homem) não sabe “ler” essas tantas minúcias da mulher, fica difícil realmente de achar o jeitinho certo de conseguir fazer com que ela esteja 100% com você na hora de fazer amor.

Como tocar uma mulher?

Primeiro: mulher, definitivamente, não gosta de “pei buf”! Ou seja, nunca vá diretamente ao “ponto” quando se trata de mulher! É preciso um contexto, um envolvimento, um enlace.

Uma pequena “trama” situacional que a deixe intrigada com o que está acontecendo ali. Agarre as pernas dela, beije de leve a lateral de suas coxas – até chegar ao quadril. Passe as mãos pelo corpo dela. Envolva-a. Faça-a sentir que você está conquistando ela milímetro por milímetro.

Vá prestando atenção no que ela sente. Muita concentração nos sons que ela faz. Pequenos gemidinhos são sempre um bom sinal. Silêncio total é perigo!! Ou sua mulher não está ali por completo, ou ela não está conseguindo se soltar, ou você não está fazendo exatamente o que ela gostaria...

Use a boca em abundância. Beije todo o corpo dela. Vire-a de costas de repente! Os “de repente” são sempre uma delícia! Lembre-se de sempre achar formas de a surpreender. Beije as costas dela, beije a nuca dela. Passe a mão pelo pescoço dela e desça pelas costas até chegar no bumbum.

Mulheres e seus bumbuns!
Ali está impressa toda a feminilidade da sua parceira.
Use e abuse disso: beije, acaricie, toque de leve. Dê um tapinha até!

Puxe-a para si e fiquem vocês duas de joelho na cama. As costas dela estará colada ao seu peito. Aproveite a situação para beijar seu pescoço, para tocar-lhe os lábios vaginais.

Fique um pouco assim. Nesse movimento de descoberta.
Eis a questão: toda mulher quer justamente isso: ser descoberta.

Daí cabe a você ir descobrindo a sua mulher aos pouquinhos.
Use do diálogo na hora do sexo: frases como “Tá gostoso assim?” são sempre muito bem vindas. Servem para envolver vocês duas naquele momento e irem criando e fortalecendo a cumplicidade.

Beije os seios dela. Passe a língua na lateral dos seios dela e suba até a axila. Essa área é muito sensível na maioria das mulheres.

Cuidado para não dar uma de “bebê-infante” e passar quarenta minutos sugando o peito da sua mulher! Se o tédio pairar sobre ela na hora de fazer amor, acredite: ela já terá abandonado a cama, mesmo que seu corpo ainda permaneça lá.

A mente da mulher viaja rápido demais. Então todas as suas ações ali na cama com a sua mulher estarão voltadas para mantê-la justamente ali na cama com você: de corpo, mente e coração.

Por isso, envolva-a! Torne tudo bem instigante. Vire-a de repente. Abra as pernas dela com certa confiança. Ou ainda pronuncie isso: “Abre as pernas para mim”. Ela abrirá. Esteja certa disso.

Por quê? Por que você está justamente fazendo o que ela quer: você está instigando-a, você está envolvendo-a, você está fazendo com que ela esteja ali, participando de tudo.

Ao tocá-la, cuidado. Cada mulher funciona de um jeito diferente. E, honestamente, clitóris não é pênis! É bem mais sensível! É mucosa pura! Então vá com calma... Toque devagarinho, de leve, friccione com carinho, fazendo círculos e uma pequena pressão. E vá aumentando essa pressão aos poucos, sempre lembrando de perguntar ou observar se está bom para ela.
Há mulheres que adoram uma fricção mais pesada. Mas outras preferem justamente algo mais delicado.

Penetração entre lésbicas é algo que vai de acordo com cada uma. Há as que adoram. Há as que gostam. Há as que gostam de vez em quando. Há as que não gostam de jeito nenhum.

Como saber?
Conversando, claro!

Ou quer dizer que vocês têm coragem de ficar peladas na frente uma da outra e não têm coragem de falar sobre sexo?
Não! Não pode mesmo!! Tem que conversar sim!!

Se a sua mulher é tímida demais, vá fazendo essas perguntas na hora do sexo: “Está bom assim?”, “Tá gostando?”. Quem sabe assim ela lhe responda. Ela vá se soltando. Se não, preste atenção nela, nos sons que ela faz, nas expressões dela.

Sexo oral pode ser a quinta maravilha do mundo! Desde que você saiba usar a sua língua! Lembrando que cada mulher é diferente uma da outra! Cabe a você ir ‘pesquisando’ o que a sua mulher gosta!

Na hora do sexo oral, lembre-se que a sua língua é um músculo. Ou seja: pode ficar rígida ou relaxada. A língua muito rígida pode machucar algumas mulheres que tenham o clitóris mais sensível. Então vá brincando com o movimento da sua língua. Ora relaxada (que permite um toque muito mais macio), ora rígida. Assim você vai descobrindo o que funciona melhor para a sua mulher.

Mulher é bicho complicado sim.
Mas por isso mesmo que não há outro ser como elas!

Fazer sexo com uma mulher é justamente estar ciente da complexidade dela. Se você mantém isso em mente e faz da sua mulher um terreno sempre a ser desvendado e conquistado, lhe garanto que você conseguirá satisfazê-la!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pergunta...

no meu Formspring.


Como é a mesma opinião que tantos usam para nos atacar, resolvi colocar aqui:



"Se na Biblia Diz: Crescem e mutiplicam,no relacionamento entre 2 mulheres não tem como um ser nascer dali qual resposta vc mim daria ?"



Olha, na Bíblia também diz que se eu for homem, eu posso vender a minha mulher ou a minha filha.

Na Bíblia diz que mulheres de terras inimigas à minha podem ser estupradas.

Na Bíblia diz que é proibido plantar sementes diferentes uma do lado da outra.

Honestamente, a Bíblia é um livro de metáforas (ou seja, NUNCA é para ser interpretado literalmente) e ele também pertence a um tempo e culturas completamente diferentes das que temos hoje em dia.

Sei que nós humanos gostamos de pensar que talvez exista um livro no qual se a gente fizer tudo que está ali, então estamos fazendo a coisa certa. Mas a Bíblia não é esse livro. E até poderia ser, se a gente tirasse dela apenas a sua mensagem central: a de amar o próximo como a si mesmo.

Como a sua pergunta tem tudo a ver com a visão do Papa Bento XVI, ou seja, tentar apontar a homossexualidade como pecado através da visão naturalista (que diz que apenas seres do sexo oposto podem procriar e, logo, só esse tipo de relacionamento é correto), deixa eu te dizer o que EU acho sobre isso:

Primeiro: a Natureza não está só preocupada com a procriação das espécies. Ela está preocupada com a SOBREVIVÊNCIA das espécies.

Para isso, nem todos os seres podem (ou devem) procriar, uma vez que toda espécie necessita também dos CUIDADORES. O que já por si só explicaria tantos nascerem homossexuais, ou seja, interessados por pessoas do mesmo sexo.

Segundo: Você sabia que uma corrente de pesquisadores Darwinistas (que estudam a evolução das espécies) descobriu que as mães que geram filhos homens homossexuais geram também filhas muito mais férteis do que o normal?

O que é isso?

É a natureza "compensando". É a natureza assinando embaixo que os homossexuais estão sim no seu plano, são sim criação 'dela'.

E isso sem falar que, honestamente, sempre existiram e sempre existirão milhares de crianças aí precisando de pai e mãe: e lhe digo de coração que elas seriam extremamente abençoadas e felizes se fossem adotadas por casais homossexuais.

E mais: a mulher lésbica continua sendo apta a gerar. E o homem gay continua sendo apto a fecundar. A orientação sexual não é um impedimento para não se "crescer e multiplicar"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vida de F(r)ases

A Clarice Lispector disse uma vez:

“Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”.

E, na verdade, a grande paixão que eu tenho por palavras é justamente essa: não a palavra propriamente dita, mas a entrelinha; ou, ainda nas palavras da Clarice: o que está por trás da palavra.

Campbell uma vez disse que se não entendemos a metáfora, é como se chegássemos em um restaurante e, ao ver os pratos descritos no menu, comêssemos os próprio cardápio, e não a comida que ele indica.

Assim é essa nossa vida de F(r)ases.

Eu, que escrevo simplesmente todos os dias da minha vida, nem que seja uma linha, digo que é muito difícil escrever algo que não sinto. Porque as palavras estão ali, junto com o meu sentir. E elas registram um momento, paralisam aquele minuto nesse alfabeto organizado em forma de palavra, frase, parágrafo.

Acontece que, seja isso bom ou ruim, momentos passam.
E o texto fica lá, ainda comunicando, tocando quem quer que ele precise tocar: ninguém chega ao fim de um texto que lê por vontade própria sem que ele esteja lhe tocando de alguma forma.

O fato é que quando Confúcio disse, lá longe, na época e século dele: “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda”, ao registrar isso em palavras, ele continua a passar sua mensagem. E eu, agora, ao lê-lo em minha época e século, posso balançar minha cabeça com alegria porque realmente concordo com ele: devemos sim levantar depois de cada queda – mesmo que às vezes demore um pouquinho para fazermos isso.

Depois, o perfeito e sempre sereno Rubem Alves chega de mansinho e me fala ao ouvido: “O tempo se mede em batidas, podem ser as batidas de um relógio, ou podem ser as batidas de um coração”.

E eu coro de emoção porque sei sim que é assim: afinal, quem nunca viveu aquele amor intenso que pareceu que durou tanto, que foi tão longo, mas na verdade, em tempo de relógio, só tinha algumas semanas ou meses? Quem nunca passou por algo tão triste e tão difícil que o tempo parece que tinha desistido de passar?

Aí o Albert Camus vem e me sentencia “Vou-lhe dizer um grande segredo, meu caro. Não espere o juízo final. Ele realiza-se todos os dias”. E eu arregalo os olhos porque depois de ler isso percebo que tenho que parar de ‘encanar’ tanto com pequenas coisas, que tenho que parar de viver em medo e passar a (con)viver com o meu medo, tendo a consciência de que terei que ignorá-lo às vezes: se quero realmente conseguir mais para minha vida.

Aí o Nilton Bonder revela: “Toda experiência que nos derruba, que joga por terra nossos conceitos e percepções é reveladora”. Mas claro! Pulo feliz: por isso que dá tanto medo! Porque cada revelação deve ser seguida de uma mudança: e eu e você sabemos que não é fácil mudar.

Aí ele (Nilton Bonder) passa a mão na minha cabeça e me diz: “Nosso compromisso, não é o de sermos MAIS do que somos, mas, sim, de sermos TUDO o que somos”.

Entendi: eu digo: tenho que investir em MIM, tenho que passar tempo COMIGO, tenho que conhecer o que EU quero e o que EU não quero, tenho que ME RESPEITAR, tenho que ser tudo o que EU posso ser.

Aí, naqueles dias em que tantos nos machucam, em que nos sentimos um verdadeiro saco de pancadas para o mundo, naqueles dias em que precisávamos de um sorriso, de um apoio, de um abraço, e na verdade só recebemos grosseria e incompreensão, O Yu-Fu-Tuan me explica:

“As pessoas nos restringem, mas também podem ampliar nosso mundo. O coração e a mente se expandem na presença daqueles que admiramos e amamos”.

E aí eu entendo que às vezes é justamente a partir do que as pessoas me dão, que eu tenho informação suficiente para tomar as minhas decisões.

É justamente nessa “filtragem da vida” que eu vou vendo que pessoas me fazem bem e que pessoas me fazem mal: e aí fica a depender de mim manter ao meu lado as pessoas que crescem junto comigo, que melhoram junto comigo. As pessoas que sorriem o meu sorriso e que choram as minhas lágrimas.

E o Almodóver arremata na fala de um de seus personagens: “Nós ficamos mais autênticos quanto mais nós nos parecemos com o que sonhamos que somos”.

Sim, eu entendo: temos que lutar para acharmos formas de sermos quem queremos ser; temos que ir atrás de força para lutarmos por nossos sonhos; temos sim que alimentar nossas esperanças e fortalecer nossos desejos.

Aí o Toquinho canta:

“Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente O futuro está...”

E eu percebo: é justamente quando a gente chega no “muro”, naquele beco sem saída, que o futuro se anuncia: é justamente depois desse muro que o futuro está. E aí eu agradeço pelo amanhã: por esse dia que nem chegou ainda, mas que me traz tantos sonhos de dias melhores!

E um ex-presidente do EUA, ora vejam, me diz algo que chega como rufar de tambores em meus ouvidos: "Faça algo e, se não conseguir, faça outra coisa. Mas, acima de tudo, tente algo".

E apesar de não gostar lá essas coisas dele (é o Roosevelt), eu balanço a cabeça confirmando que desta vez ele está certo: sempre dá para tentar algo.

A vida, gente, é de fases e é de frases.
E por mais que uns levantem a bandeira de que “auto-ajuda” é brega, ou ruim, ou sinal de fraqueza, na verdade eles não entenderam algo que já entendemos:

Ninguém é nada sozinho.
Precisamos sim uns dos outros: precisamos sim de frases e palavras e gestos: precisamos que alguém nos lembre de algo que o cansaço nos fez esquecer, precisamos sim do abraço necessário.

Portanto, quando vier a fome, seja ela fome de conforto, de carinho, de segurança, de esperança... vá sim atrás de comer.


Está tudo aí ao teu redor: todas as belezas, sorrisos, ajuda e esperança: você só precisa olhar direitinho para encontrar. ;]


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UM AVISINHO:

Ontem, quinta-feira, dei início a um outro projeto que vinha pensando faz tempo: o "Convite à Oração", que consiste em um encontro semanal (toda quinta-feira à noite) em que nos 'reunimos' para conversar e refletir sobre a vida.

Quem tiver interesse, vá AQUI.

O próximo encontro será na próxima quinta à noite.


UM NEGÓCIO LEGAL:

Além do meu formspring (que é um sitezinho de perguntas e respostas), queria muito que vocês visitassem o Formspring do Parada Lésbica: http://www.formspring.me/paradalesbica

Como muita gente pergunta por lá, já tem um monte de perguntas e respostas que vale à pena ver. Quem sabe o dilema que você está passando está justamente lá? Quem responde as perguntas do Formspring do PL sou eu e a Del.

É isso!
Até próxima semana, pessoal!
Ótimo final de semana e ótima semana vindoura! ;]
Obrigada de coração àquelas(es) que sempre têm palavras de incentivo para me dar!! :*

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Recadinho ;]

Um recadinho para vocês!
É só escutar aí!

Bjoo!! :*




O Videozinho: