domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Devo me assumir? Quando? Como?"

É um tema sempre recorrente. Assumir-se ou não? Falar para a família ou não?

Escrever um texto sobre isso é complicado, uma vez que é um assunto muito complexo e que acaba se interligando com vários outros assuntos e temas.

Então, cá estou eu conversando em áudio com vocês sobre isso. São apenas algumas reflexões e pensamentos acerca de se ser homossexual e sobre o fato de assumir-se ou não. Lembrando mais uma vez que cada caso é um caso! E que só você pode saber sobre a sua realidade e contexto!

É só clicar no player:



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Para fazer o download do áudio, clique AQUI.


*Outra coisa que eu gostaria de lembrar mais uma vez, é sobre o Projeto "Um Convite à Oração": os encontros estão acontecendo todas as quinta-feiras à noite! É só ir AQUI



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* Ainda sobre aceitação, esta semana o Leonardo, que é transexual (FTM - ou seja, mulher para homem) postou em seu blog um texto extremamente sincero e emocionante sobre a sua situação difícil em casa. Ele é colunista no Parada Lésbica  (na coluna Em Trânsito), tem 20 anos de idade e mora em Recife. 


Quem for de Recife por aí, por favor, ajude o Leonardo! Quem não for, mas tiver condições de ajudar, por favor também faça isso! E divulguem a história dele e passem lá nem que seja só para dar um "Alô", tá? Aqui está o relato do Leonardo:  http://notasimpacientes.wordpress.com/2010/02/18/desabafo/#more-528


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* Desculpa eu ter falhado com a agendinha do blog, pessoal... esta semana foi um tanto quanto complicada... Mas mando beijos especiais para a Bruna B, que há dois dias está em minha companhia lendo o blog de trás para frente, rs. Para o Dioguito, representante do público masculino do Sapatilhando, rs, para a Stelinha que é a mais nova Jornalista do mercado (Parabéns, Stella!!!), para a minha querida Mineirinha, para a Belisa e para a Isa (você está de volta, Isa? Aparece!), para a Vivian, que viajou e me trouxe até lembrancinha da viagem! e para a Marcia Paula que sempre dá um jeitinho de aparecer por aqui.


E, claro, para cada uma e cada um de vocês que sempre têm uma palavra amiga para me dar, uma palavra de incentivo ou um abraço querido. Acho que nós, homossexuais, estamos sempre em luta: seja por preconceitos da nossa família ou por barreiras que ainda precisam ser vencidas. Então é muito confortante para mim saber que estamos todas(os) juntos nessa batalha! Muito obrigada por eu ter a deliciosa companhia de vocês!!! Faz toda a diferença!!


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Links:
Temas debatidos no áudio:
  • A auto-aceitação.
  • O lidar com a sua própria homossexualidade.
  • O estar em paz com quem você é.
  • Se permitir viver a sua sexualidade. Se permitir ser quem você é.
  • Devo me assumir para a minha família?
  • Quando devo me assumir?
  • Como devo me assumir?
  • Como administrar tudo isso?

15 comentários:

Joi disse...

Olá Helena.
Eu não costumo ser uma pessoa emotiva, mas não deu pra chegar ao fim do post sem sentir os olhos marejarem. Eu estou numa fase de saída do armário, como vc disse, passinho por passinho. Não ser quem eu sou nunca foi opção pra mim, eu sempre tive essa perspectiva de que independente dos outros, é minha vida que importa. Claro que, como vc expos, eu esperei o momento que julguei adequado para conversar com as pessoas que amo, comecei com amigos próximos, que me apoiaram muito, depois de um tempo, conversei com a minha mãe… Graças a Deus não foi turbulento, ficou naquela situação de “não aceito, mas vou respeitar, porque é a sua vida”… Aos poucos estou dando espaço pra que ela me entenda melhor e nossa relação continua boa. Pras outras pessoas da família ainda não vi necessidade de contar. Creio que tenho muita coisa pra desenvolver em mim mesma, antes de me expor dessa forma. Seu texto/conversa, me trouxe uma sensação de paz muito grande. Acompanho seu blog e suas postagens aqui no site a algum tempo, e agradeço a Deus por existirem pessoas como vc, que além de terem força pra lidar com os próprios conflitos, tem essa capacidade de ajudar outras pessoas, não sei se vc consegue mensurar o quanto esse seu post vai trazer alivio pra muita gente, o quanto o seu testemunho vai trazer paz a corações das meninas que se escondem da sociedade e delas mesmas, ouvir histórias assim, faz a gente pensar: poxa, há solução, nem tudo é tão ruim… Então, obrigada. De coração, por compartilhar dessa maneira algo que é tão intimo, por se dispor a muitas vezes ser válvula de escape de muita gente. Carregar as emoções alheias dá trabalho, mas pessoas de coração limpo conseguem. Q Deus continue abençoando vc e sua esposa, que tb faz um trabalho lindo no PL e a todas e todos q tenham forças pra continuar lutando por si mesmos, não há luta mais gratificante. ^^

Marcia Paula disse...

Helena:

Você colocou muito bem a questão. Eu também escondi o mais que pude, mas o importante é de fato saber o momento certo.Um grande abraço.

CrazyGuy disse...

Helena, adoro ler seus posts e ouvir seus audios. Você coloca todas as questões duma forma bem explícita e que ainda nos conseguem fazer reflectir!
Adoro ler o que escreve, porque sei que vou encontrar um tema muito bem reflectido e que ainda tem espaço para eu próprio reflectir...

Beijos.

Bruna B. disse...

Helena! *-*
Ah, obrigada pelo beijinho especial, fico muito feliz mesmo :D
Então, na verdade eu já conhecia o seu blog a alguns meses, através no PL, e já tinha lidos uns posts aleatórios : ) Um desses posts que eu li foi aquele em que você postou pra download a carta que você enviou aos seus pais.
Achei incrível a sua história, realmente uma exemplo.
Daí, não tinha como não virar uma fã, né? 'rs De você e do Sapatilhando : )
Resolvi voltar os posts e ler tudo desde o início 'rs ADORO seus textos!
E sobre o áudio...sem palavras, um dos melhores! Como sempre você abordou a temática muito bem. Tenho certeza que vai ajudar a muita gente ;]
Boa semana!
bjo :*

Isa disse...

Ai, eu sumi né? Prometo q não sumo mais...
Meu pc, que não gosta de mim, não tava ajudando tbm!¬¬'

Se eu pudesse, não diria a minha família nunca, mas eu me sinto meio q traindo a confiança deles... Julguei q eles não aceitariam.

Mas por outro lado eu tenho quase certeza da reação deles,todos homofóbicos, então, vivo em conflito. Mesmo q não vivesse em conflito, nem rola eu contar, sou completamente dependente deles. =/

Eu fico com saudade daqui...Vicia! \o/

Bjão pra ti!

Vivian disse...

Oi Helena!!!! Obrigada pelo beijinho epecial :)))) e a lembrancinha é de coração!!! :))) Um abração e uma ótima semana!!!!!!

Vivian disse...

ah... e esse último áudio etá muito legal!!!!! Com certeza ajudará muita gente! Parabéns! :)

Nia disse...

Helena... Esse áudio está bastante acolhedor. Sentimo-nos estimuladas a lutar pela liberdade plena, lutar em prol dos nossos objetivos e de nossas conquistas profissionais. Tranquiliza-nos o coração, sentimos que temos uma coragem viva e presente em nossas vidas. Muito obrigada pela forma amiga com que conversa com suas Sapatilhas mirins, você deixa nossa vida mais fácil de ser vivida... Um grande Beijo, Tânia

Ana. disse...

só me resta dizer: Obrigada! =]

Diogo França disse...

Heleena eu acabei de mandar um email pra vc sobre isso hehehe eu me assumi pra sala de aula.. bom no email vc vai entender.. hehehe

Muito bom o teu post!

Bjo!

Fernanda disse...

Olá Helena,

Como sempre os seus textos são de arrasar, até mesmo quando são falados. "Conversar" com você é uma experiência bastante agradável.

Então, eu me descobri aos 24 anos, e pra mim foi natural, não foi uma luta pra me aceitar. Pela primeira vez na vida me senti livre. Demorei pra contar foi pra família e também foi algo que eu não esperava. Tudo muito na boa.

O mesmo não acontece com minha namorada. Ela enfrenta umas barras por lá. Por isso sempre indico seus textos a ela.

Beijão e que você continue sendo portadora de bons "conselhos" e informações pra nós que tantas vezes precisamos.

Raianne Senna disse...

sobre esse post só tenho uma coisa a dizer: Obrigada!!

Vivi disse...

Esse áudio, como disse minha xará, Vivian, está muito bom...
Na realidade, está fantástico.
Ocorre que as dúvidas permeiam nossas vidas constantemente. É algo como questões corriqueiras das quais não podemos nos desvencilhar.
Engraçado refletir a respeito de tudo isso, e é fato que não podemos e tampouco conseguiremos viver bem sem as pessoas que nos são importantes, famílias e amigos. Contudo, não podemos nos deixar ser infelizes pelos outros. Não podemos deixar de buscar a nossa paz, o nosso autoconhecimento, porque o sofrimento alheio será grande. Ora, a dor de saber que alguém não é o que sonhamos que seria, existe, mas o sofrimento demasiado é escolha da pessoa. E, nada existe ou acontece por acaso. Somos forte o suficientes para dar conta de tudo que nos acontece. Seja o que for. Estamos sempre aprendendo e renovando constantemente em busca de ter e ser amor...

Parabéns de verdade pelo áudio, eu recomendaria para quem gostou, baixar e escutar sempre... É muito bom! Acalenta o coração e nos faz parar para tomar fôlego novamente...

E, por fim, muito obrigada!

com Deus, bjs!

Raíssa Biolcati disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Essa semana a mãe da minha namorada (que é super preconceituosa e está fazendo da vida dela um inferno, coitada) mandou ligarem aqui em casa e contarem tudo para a minha mãe... ela fez minha caveira para minha mãe. Minha namorada tem 17 anos e a mãe dela está fazendo de tudo para nos separar e vive ameaçando me processar e me espancar se me ver na rua, isso no desespero, pois sabe que ao fazer 18 minha namorada pode escolher casar comigo... para minha supresa a reação da minha mãe (que disse que nunca nem desconfiou de mim) disse que eles estavam enganados sober mim, pois sempre fui uma filha exemplar, estudiosa, responsável, trabalhadora e que sou tudo para ela... e ela me disse que é indiferente para ela se eu gostar de mulher mesmo... eu achava que quando ela descobrisse ia passar um mês inteiro chorando e que eu ia ter que sair de casa, mas nada disso aconteceu... que bom né gente???? Pena que com minha namorada é diferente. Ela tem 17 anos, ainda não trabalha e mãe fala um monte de maldades para ela todos os dias: que não quer uma filha sapatona, que vai mandar ela embora, que não está sustentando ela para ser isso... mas é como você disse, cada caso é um caso...