terça-feira, 22 de novembro de 2011

Homossexualidade e Auto-estima

Enfim, de volta!
E com conversa 'ao vivo' :)

Há muito tempo tenho esse projeto em mente, com o intuito de sairmos do impessoal e realmente podermos conversar "cara a cara". Uma coisa ou outra sempre me faziam adiar o projeto, mas agora é tempo de colocar tudo o que eu puder em prática!

Então... bem-vindas(os) ao primeiro VLog do Sapatilhando/Parada Lésbica!!
Prazer, Helena Paix! :]

>>> A temática do vídeo é uma que é, ao meu ver, de extrema importância para a nossa vivência enquanto homossexuais: Homossexualidade e Auto-Estima.

E aí, topa conversarmos um pouco sobre isso?
Então vamos lá!
É só clicar no vídeo!




- Para questionamentos sobre se assumir, por favor, escute esse áudio.

Clique AQUI.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Esse amor que não me quer...

Tema recorrente, não é, minhas queridas?

Quem nunca teve (ou tem) um amor não-correspondido?

Vamos conversar sobre isso?
Você me permite?

Então vamos lá!



Para baixar o áudio, é só clicar aqui.

||| Lembrando o nosso ENCONTRO!

> Vamos estar eu e a Del. em Indaiatuba-SP no dia 06 de Setembro (véspera do feriado) para a:

II Semana de Luta pelos Direitos Humanos e Respeito à Diversidade Sexual.

Abaixo, o poster e flyer do Evento.
Nos vemos lá, hein!!
Já vão se programando, tá?
Quero conhecer vocês e conversar pessoalmente! :]



|| O cd do Rubi você pode baixar aqui.

Nos vemos em Indaiatuba-SP no dia 06/09, hein?
Beijos! :]

sábado, 25 de junho de 2011

Pra te Fazer Bem - Uma Conversa (áudio)

é só clicar no player abaixo:


Faça o download do áudio aqui.

|| Texto da Clarice Lispector: aqui.

Trailer do "Só dez por cento é mentira", sobre o poeta Manoel de Barros:


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''Indagada, na entrevista, sobre aprendizados do tempo do casulo, a borboleta silenciou, movimentou as asas delicadamente, olhou para a margarida que acabara de abraçar, e sorriu. Contemplativa, revisitou na memória a atmosfera de alguns sentimentos que a pergunta lhe fez acessar. Findo o passeio, respondeu à repórter:

- Houve um momento em que o aperto foi tão extremo e aflitivo que eu imaginei não conseguir suportar. Eu nem sabia que, exatamente naquele ponto, a natureza tecia asas para mim, em silêncio, mas foi lá que senti que eu era feita também para voar. O aperto, entendi somente depois, era uma espécie de morte, um prenúncio da transformação, uma ponte que me levaria a outro modo de ser.''

(Autor Desconhecido)

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"Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade."

-- Edson Marques

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"O olho vê
A lembrança revê
E a imaginação transvê.


É preciso transver o mundo."

-- Manoel de Barros

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"Disse o mestre ao discípulo: 
— Limpa o jardim! 
O discípulo varreu limpo o jardim. 
Disse o mestre: 
— Não basta. 
O discípulo espanou limpo as ramagens e os troncos das árvores. 
Disse o mestre: 
— Não basta!
O discípulo lavou limpo as pedras ao longo do caminho e disse:
— Nada mais resta a fazer.
O mestre sacudiu as árvores. Suaves, caíram folhas sobre a areia. Disse o mestre ao discípulo:
 — Limpar é deixar-ser"

-- Mestre do Tao

domingo, 29 de maio de 2011

Os seus incômodos e as suas transformações

É que todas as transformações nascem de um incômodo.

Lhe incomoda ser só: surge a necessidade do outro.
Lhe incomoda a distância: surge o diálogo.
Lhe incomoda a dor: surge o perdão.
Lhe incomoda o peso: surge a liberdade.

A transformação-de-si nasce, então, do incômodo mais importante que há: o incômodo de não estar vivendo tudo o que você pode viver; de não estar sentindo tudo o que você pode sentir; de não estar sendo tudo o que você pode ser.

Entenda: para ser você mesma(o), você deve ser revolucionária(o).
A revolução deve acontecer justamente em e com você: e essa revolução nasce do incômodo e o incômodo nasce da revolução. A revolução transformadora e criadora de essências.

Essas coisas todas, as coisas práticas da vida, elas são ocupação: há quem passe a vida se ocupando.

Mas para que você realmente aconteça, para que você realmente proclame a si mesma(o) como sendo quem verdadeiramente você é, é preciso o que chamo de incômodo-origem.

O incômodo-origem é um despertar: é um entender que você talvez jamais venha a ser quem querem que você seja. 

É um perceber que a libertação depende quase que exclusivamente da construção de um escudo-dor que lhe protege das expectativas dos outros e faz com que você se foque nas SUAS expectativas.

Entenda: amar é um troço perigoso.
Porque como amar é essência, as outras coisas se disfarçam de amor e influenciam nossas tristezas, pesos e destinos.

A gente pensa que amar é não deixar que nossas ações toquem o outro: e aí, por medo de machucar os filhos ou a família, pais que não se amam mais passam a vida inteira infelizes.

A gente pensa que amar é não gerar incômodo: e aí a gente esconde quem nós somos e o que queremos e passamos a vida vivendo pelas regras dos outros para que eles continuem em suas zonas de conforto, para que eles continuem a viver como pensam ser o certo e o bom.

A gente acha que amar é não ferir: e aí a gente não enfrenta, a gente não fala, a gente não traz à tona aquele vazio, aquele não-quero-mais.

E aí o mais cruel e perigoso acontece: a gente não escuta os nossos incômodos.
E a aí a gente se perde se si mesma(o) e passa a vida existindo, e não vivendo.

Há que haver uma quebra.
Há que surgir um entendimento extra-humano: o de que a SUA vida é um presente que foi dado a VOCÊ.

Não aos seus pais, não à sua companheira(o), não à sua família.
Eles são convidados Vips de sua existência.
Mas a vida é sua.
Assim como devem ser os seus incômodos.

Quando o incômodo é ouvido, uma revolução acontece: você entende que não conseguirá jamais agradar a todos. Você percebe que não tem dado certo viver pelo que os outros querem de você.

Essa revolução assusta: porque para que você busque realizar as suas expectativas, será necessário que você abandone as expectativas dos outros.

Será necessário que você se convença que a dor dos outros não é um fardo seu.

Será preciso um entendimento sério demais: que você se conscientize que cada um precisa lidar com suas próprias dores e decepções.

E não é uma questão de ser egoísta (embora muitos vejam assim): é uma questão de celebrar com todo respeito e dignidade a vida que lhe foi dada.

E não é uma questão de não amar os outros (embora assim possam interpretar): é uma questão de dar-lhes a oportunidade de conhecer você em toda a sua completude e essência.

E não é uma questão de não se importar com os que os seus queridos querem ou pensam (embora tentem lhe atribuir essa culpa): é uma questão de não deixar que você se torne refém do medo, da insegurança e da carência dos seus queridos.

Cada um de nós precisa ter a sua história: mas a sua história só faz sentido se for escrita por você mesma(o).

Escutar seus incômodos é uma ação difícil, mas a transformação que acontece em você, a revolução que acontece em você, resvala nas outras pessoas: ao ponto de muitas delas aprenderem a escutar os seus próprios incômodos.

Essa é uma fonte infinita de abraços: a percepção de que somos unidos não por agradar uns aos outros, mas por todos estarmos aqui para crescer juntos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por teu “situar-se”

Digo já: palavras vazias de ação são apenas isso: palavras vazias.

Se você se identifica com um texto ou com uma frase, não é, de forma alguma, mérito de quem a escreveu.

É mérito seu: porque só nós somos capazes de reconhecer nossos vazios.

E um texto que te toque é isso: é um pedaço teu, ali, te encarando e te pedindo para agir.

Mas entre palavras e ações existe um abismo: o abismo do verdadeiramente situar-se e enxergar, sob uma perspectiva crua e real, as tuas necessidades e responsabilidades.

Crescer sempre significa enfrentar-se.

Enfrentar quem você é hoje e quem você está deixando de ser.

Enfrentar o que você tem hoje e o que você está deixando de ter.

É como o respirar, sabe?
Respiramos o tempo todo – porque disso depende o nosso viver.
E respiramos sem ter que nos preocupar com isso: é um processo automático e sequer nos tocamos de nossa respiração.

Para perceber o respirar é preciso situar-se: é preciso se concentrar no ato de respirar.
Só então a inspiração e a expiração são um ato consciente.
Só então podemos senti-las e percebê-las.

Essa é a metáfora da tua vida.
É preciso situar-se.
É preciso estar consciente de você mesma(o).

É preciso unir palavras e ações e abrir mão do confortável abismo que separa percepção e ação.

Eu poderia citar Campbell, que diz:

“Quando estiver seguindo o caminho da vida, você verá um grande abismo.


Pule.


Ele não é tão grande quanto você pensa.”

Eu poderia te falar sobre as transformações necessárias e sobre os percursos de crescimento e mudanças que devem fazer parte da tua vivência.

Eu poderia te dizer que é justamente na dor e no desespero que os caminhos mais inesperados surgem e que é ali que a tua vida se transforma.

Eu poderia te falar sobre a profundidade do teu ser: e sobre como você não tem acreditado o suficiente em si mesma(o).

Eu poderia gritar altíssimo para tentar te fazer acreditar que você agüenta sim, que você é forte sim, e que tudo isso é só uma difícil subida, um muro que você precisa escalar para chegar ao outro lado da tua vida, para edificar tua estrutura, para construir o teu ser.

Eu realmente poderia...
Mas não irei fazer nada disso.

Simplesmente porque é você quem deve fazê-lo.

No fim, tudo é muito simples: você tem que ser você mesma.

É só isso.

Todas as respostas estão aí.
Todas as dores estão aí.
Todas as alegrias e júbilos estão aí.

Mas entre palavras e ações há um abismo...


~~~
Para questionamentos sobre se assumir, por favor, escute esse áudio.
Clique AQUI.

>> pessoal... chegarei com novidades em breve! aguardem! ;]
Beijos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você e as suas pessoas

A verdade é que a vida é uma seqüência de coisas.

Coisas atreladas a coisas. Um emaranhado de interligações que, no entremeio, nos envolve em uma série de elementos sobre os quais, muitas vezes, não temos controle.

Como fazer seus pais felizes? Eu digo, verdadeiramente felizes?
Bastaria você ser tudo o que eles gostariam que você fosse?
Bastaria você não ser como e quem você é?

Como fazer os seus filhos felizes? Verdadeiramente felizes?
Enquanto crianças, a paz lhes basta. Mas e quando jovens ou adultos? Como fazê-los verdadeiramente felizes?

E o seu amor? Você bastará para ela ou para ele? Para a felicidade dela ou dele? Você a(o) fará feliz? Verdadeiramente feliz?

E você? Você é feliz? Verdadeiramente feliz?

Nosso maior engano é achar que podemos suprir carências que não são nossas.

Que podemos encher a ‘caixa de desejo’ dos outros como se fôssemos capazes de preenchê-la somente com nós mesmos e com nossos sacrifícios e abnegações.

Como se fôssemos a razão de todas as dificuldades e sofrimentos das pessoas da nossa vida. Ou, mais infame ainda, como se fôssemos a razão por todos os seus sorrisos e prazeres.

E isso não é verdade.
Pode até ser que, no meio de relacionamentos que perderam em algum ponto o seu equilíbrio, isso seja ‘cobrado’. Pode até ser que essa responsabilidade seja colocada em seus ombros.

Pode até ser que te joguem no rosto há tanto tempo que é você a(o) responsável por esses sofrimentos e dores e infelicidades que você também já creia nisso.

É que esquecemos, entende?

Esquecemos que cada um de nós é responsável por preencher seus próprios vazios. 


Esquecemos que cada um de nós é responsável por buscar suas próprias respostas. 


Esquecemos que cada um de nós é tocado pela vida das nossas pessoas para que, então, busquemos nossos próprios entendimentos, nossas próprias aprendizagens, nossas próprias formas de crescer através das pessoas que nos são queridas.

Mas como disse François de La Rochefoucauld , “Estamos tão acostumados a nos disfarçar para os outros, que no fim acabamos nos disfarçando para nós mesmos.”

E viramos, todos nós, esses atores medíocres de uma grande peça também medíocre. Pais que renegam filhos porque eles não seguem o roteiro que queriam que seguissem. Filhos que se distanciam dos pais porque não conseguem achar formas de se encaixar no roteiro que eles têm como correto.

Existem várias formas de se dizer não à vida:

# Achar que a vida deve ser de um jeito apenas, porque senão não está correta.

# Pensar que temos que passar a vida inteira nos ‘santificando’ e renegando experiências que são terrenas (aonde acontece esta vida que nos foi dada mesmo?)

# Achar que não merecemos ser quem somos, que não merecemos escolher nossos próprios caminhos, achar que temos que dizer não ao que sentimos e ao que queremos

# Pensar que não podemos voltar atrás, que não podemos desfazer o que já foi feito, que não podemos recomeçar, que não podemos abrir mão de planos antigos para seguir um novo caminho

# Pensar que temos que nos agarrar com toda a força às crenças que nos foram ensinadas, sem nunca ousar passar por cima delas e ouvir o que o seu coração lhe diz (qualquer que seja o seu Deus, é em você que Ele mora e é com você que Ele fala)

# Crer que você tem que viver a sua vida pela regra do “não desapontar os outros”, sem nunca se tocar que desapontar a si mesma(o) é o maior de todos os pesos que uma pessoa pode carregar

# Imaginar que você tem o direito de exigir que as pessoas que você ama sigam o seu caminho e que você tem o direito de negar-lhes a liberdade de serem livres para serem quem quer que queiram ser; e, pior ainda, ameaçar essas pessoas que te amam, de perder o seu amor se lhe contrariarem

# Esquecer-se do que você quer, por lembrar-se constantemente do que o que os outros querem para você

# Colocar sobre as pessoas que você ama, vazios e frustrações que são, na realidade, seus

# Não ser capaz de enxergar todas as coisas e pessoas maravilhosas que você tem em sua vida, apenas porque elas não se encaixam perfeitamente no que você queria que se encaixassem 

# Viver do que “poderia ser”, e não “do que é”.



As nossas pessoas são, verdadeiramente, grande parte da nossa felicidade. 


Mas é preciso saber aonde um termina e aonde o outro começa.

É esse o maior e mais importante fundamento do respeito mútuo: é essa a cola que une as pessoas que se amam: é essa a essência do ser-se família.


Dizer sim à vida é, acima de tudo, dizer sim a você mesma(o).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Meu testemunho de amor por você

Falo para ti, agora.
Falo para você que vive.

Respira.
Respira.

Vê?
Sim, ESSA é a vida.

Mas, como a Clarice Lispector diz:
“Esta é a vida vista pela vida.”

E às vezes, no meio da vida, a gente não sabe ver a vida direito.

A gente não sabe ler os livros certos, a gente não sabe amar as pessoas corretas (sim, isso existe!), a gente não sabe escutar o que precisa ser escutado.

Então, eu falo para ti, que vive.

Esta vida tão intensa, tão louca, tão caótica, tão capaz de nos desorganizar por dentro.

Esta vida que simplesmente nos ocupa: e nos faz esquecer do essencial.
(Aquilo que é “invisível aos olhos” – segundo o principezinho).

E dá trabalho: esquecer do essencial dá trabalho.
Cuidar do essencial também dá.

E a gente acha que é nossa responsabilidade cuidar do que os outros esperam de nós.
Mas não é.
A nossa responsabilidade é cuidar de nossa felicidade.
É cuidar dos passos que os seus pés dão.
É cuidar do caminho que te leva pela vida.

Seu caminho tem várias interseções: tem interseções com o caminho dos seus pais, dos seus irmãos, dos seus amigos, dos seus filhos, dos seus amores... Mas ele não deixa nunca de ser o SEU caminho.

E disso a gente se esquece.
E às vezes uma vida inteira se passa pausada nesse esquecimento.

Sim, o amor é lindo.
Mas ele só é lindo quando ele é entendido.

E tão poucos entendem o amor!

# O amor não é, jamais, uma via de mão única: ele é compartilhado.

Só é amor quando existe a partilha. Caso contrário, não, não é amor. É um encantamento.

# O amor tem UM objetivo apenas. UMA razão de ser apenas: ele vem para transformar. Enquanto houver transformação, haverá amor.

(ora, se não é exatamente por isso que se diz que amor de pai e mãe é incondicional – justamente porque deve continuar a transformar a vida inteira!
 – pais, por favor, se lembrem disso para realmente saberem amar seus filhos; 
– filhos, por favor, se lembrem disso para realmente saberem amar seus pais).

Quanto tempo dura um amor?
Ele dura enquanto ele estiver transformando.

Esse amor, esse amor que verdadeiramente transforma, é o amor pelo qual tudo vale: é o amor que une verdadeiramente duas vidas (ou três, ou quatro, ou cinco...), é o amor que trilha uma existência juntos: com a melhor e a mais rica de todas as jornadas: Crescer juntos.

E é realmente tarefa para uma vida, essa.

# O amor não subtrai: ele adiciona.
Não dá para sofrer de amor. Você sofre pela falta de amor. Você sofre pelos caminhos errados ou doloridos de quem se ama. Mas DE AMOR, ninguém sofre.

O amor constrói, sempre.
Aquilo que destrói ou subtrai não é amor.
É fixação, é paixão, é fuga, é desamor.

O amor vem para trazer paz à sua vida.
Por isso, saiba identificar o que não é amor.
E saiba dizer não a isso.

E saiba esperar pelo amor: ele só vem quando você estiver pronta(o).
E não é você quem determina esse tempo.
Saiba esperar e cuidar de você: da sua vida, do seu ser e do tempo que lhe é dado.

A gente fica esperando um desfecho, um “The End” no final da nossa vida. Mas não é assim que acontece. A vida é TODA feita de começos e finais. De Oi’s e Tchau’s. De encontros e despedidas.

As conclusões – elas acontecem várias e várias vezes ao longo da vida.

“No momento da conclusão, podemos tanto nos sentir em desespero -- porque não queremos que aquela situação chegue a um fim --, como podemos nos sentir agradecidos e receptivos ao fato de que a vida é cheia de conclusões e de novos começos.


O que quer que tenha estado absorvendo o seu tempo e sua energia, agora está chegando ao fim. 


Ao concluir isso, você estará criando condições para que alguma coisa nova possa começar. 


Use essa pausa momentânea para celebrar ambas as coisas: o encerramento do velho e a chegada do novo.”

(Osho)

Não queira que a vida seja UMA coisa.
Assim você estará sempre passível de se sentir frustrada(o).

# A vida nunca é “ou” – ela sempre é “e”.
A vida nunca é Tristeza ou Alegria – Ela é Tristeza e Alegria.

Saiba valorizar o “pacote completo”.
A vida, por ser meio de amor, tem a mesma função do amor: TE TRANSFORMAR.

Assim, saiba entender o real por quê das coisas da tua vida: saiba ouvir o que a vida te diz, saiba deixar que ela te transforme: a vida tem a função de nos transformar por dentro como inevitavelmente transformará nosso corpo por fora.

Mas a transformação externa (do corpo que envelhece) é involuntária.


Ao passo que a transformação interna (da alma que cresce) é completamente voluntária.

# Você é responsável pela sua vida e pelo o que você faz dela: veja, a vida é cheia de desastres, de dores, de corações partidos e preocupações. E, por isso mesmo, a vida é cheia de oportunidades de crescimento!

Ninguém cresce no júbilo!
É necessária a frustração do engatinhar para que aprendamos a andar. – Essa metáfora te serve para a vida inteira!

É na dor, que o entendimento aparece.
É durante a escuridão, que surge a necessidade da luz.
É na dificuldade que você escolhe a si mesma(o) e se torna responsável por seu caminho.

“Pode parecer um desastre, mas siga em frente como se fosse uma oportunidade, um desafio.


Se você trouxer amor a esse momento – e não desestímulo – perceberá que a força está ali. 


Depois, ao analisar a sua vida em retrospectiva, verá que os momentos que pareceram grandes fracassos seguidos de destroços foram os incidentes que moldaram a sua vida.


Nada que não seja positivo pode acontecer com você.”


(Joseph Campbell)

Mas, como disse a Clarice: “esta é a vida vista pela vida.”

E goste ou não, aceite ou não, assuma ou não: teus passos são tua responsabilidade. 

As oportunidades de transformação virão sempre: mas também sempre será necessário o teu ‘sim’ ou o teu ‘não'.

O teu amor ou o teu desamor.

A vida é assim: dá trabalho.

Então, respira.
Respira.

E olha para os amores que existem ao teu redor e as transformações que eles te oferecem.

A vida dá a mão para quem dá a mão a ela.

Esse é o meu testemunho de amor por você.

sábado, 19 de março de 2011

Coisas que vibram por dentro

ou
Esse negócio que chamamos de Medo.

A questão é que vamos nos suprimindo.
Vamos aprendendo a calar a nossa voz.
Não apenas a voz que produz som externo, mas também a voz que vibra para dentro: que nos fala de nós mesmos, de quem somos e do que sentimos.

Essa voz interna, entenda, ela é crua: crua como o mais cru pode ser.

E, por isso mesmo, ela é brutal em suas revelações.

Tão brutal, tão completamente sem pudores ou cerimônias, que muitas vezes nos choca com suas verdades tão cruas.

Por isso, por medo de tanta verdade, vamos fazendo de conta que não escutamos essa voz de dentro.

Olhamos para o lado, mudamos de assunto, choramos sozinhas na calada da noite.

Ou simplesmente vamos vivendo uma vida que não é nossa – não porque somos covardes (como se pode chamar de covarde alguém que sofre e luta diariamente por não poder ser quem se é?), mas porque o medo é às vezes tão grande, tão maior que nós mesmas, que consegue sim nos calar.

Mas o medo, mesmo tão grande, mesmo tão assustador, esse próprio medo que te assombra é, perceba, a estrada para tudo o mais que existe além dele.

Mario Quintana poetiza:

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A mágica presença das estrelas!

A verdade é que, sim, o medo é algo assustador.
É algo que nos limita – que nos impõe, sempre, restrições.

Essas restrições, no entanto, são da mesma matéria que nos forma, da mesma matéria que nos proporciona sorrisos e vitórias.

Entender isso, perceber isso, é também compreender que esse medo é nada mais do que uma estrada escura.

A luz dessa estrada, veja bem, é exatamente essa tua voz interna.

Aquilo que te dirá se esse medo deve ou não ser enfrentado, se essa estrada escura deve ou não ser trilhada.

Que te mostrará que essa coisa tão grande e assustadora, quando comparada ao que há dentro de ti, é, na verdade, tão, tão minúscula.

Esse teu sentir é exatamente a tua imensidão.
A tua grandeza.

Essa tua voz teimosa, que te fala de sonhos e de dias melhores, que te faz sonhar com novos sorrisos e com um coração cheio de paz, bem, essa voz é você no seu estado mais lindo.

Por essa mesma razão é que o medo deve ser visto apenas como uma cautela, como um aviso de cuidado, como um estado de consciência.

Ter medo é estar-se consciente.
Nada mais.

Mas da consciência – e do entregar-se aos avisos dela – podem nascer coisas espetaculares.

Às vezes esquecemo-nos disso: a vida deve ser espetacular.

E eu até diria que essa espetacularidade é, em geral, proporcional ao medo que temos.
Algo como quanto maior o abismo, mais lindo e fenomenal será o nosso salto.

Albert Einstein disse:

A felicidade não se resume na ausência de problemas, mas sim na sua capacidade de lidar com eles. 

E isso que categorizamos de problemas, esses medos e dificuldades que temos, bem, isso é nada mais do que a vida acontecendo conosco. Do que a vida nos pedindo respostas e decisões, do que o tempo nos oferecendo escolhas.

O que fazemos dessas escolhas é assunto nosso.
Mas justamente por ser assunto nosso é que o reflexo de nossa decisão de enfrentar ou não nossos medos reflete diretamente naquilo que conseguimos vivenciar na vida.

Por conta do teu medo, a tua consciência fará questão de te dizer que tudo pode dar errado.

Mas se a voz interna não for calada, se você aprender a respeitá-la e escutá-la, a tua consciência também sempre te trará a dúvida mais benevolente de todas: “Mas e se, no fim, der tudo certo?”

Na verdade, o segredo mais caro e precioso que você precisa entender já foi revelado:

Isso de querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além. 
(Leminski)


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Esse cansaço tão exaustivo

É que ás vezes, apesar de todos os nossos esforços e força de vontade, a gente simplesmente cansa.

Cansa de tentar.
Cansa de continuar.
Cansa de cair.
Cansa de levantar.
Cansa de acreditar.
Cansa de construir.
Cansa de reformar.

A gente simplesmente cansa: de tudo e de todos.

E aí?
O que se faz?

Lembra da frasezinha que diz: “Toda ação implica em uma reação.”?

Ora, se você está com sede, você bebe água.
Se está com fome, come.

Se está cansada(o), por favor, descanse!

Se permita ouvir e respeitar seu cansaço.
Se permita se afastar um pouco da situação.
Se permita se dar um tempo para decidir o que é melhor.

Tudo na vida é uma questão de perspectiva, e se a sua perspectiva está danificada pelo cansaço, a sua interpretação a respeito do que está lhe acontecendo também está prejudicada.

Lembre-se da música que a Leila Pinheiro canta:

“Viver é afinar o instrumento (de dentro)
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro”

Seu instrumento, seu sentir, antes de continuar esse movimento (que é a própria vida e os desafios e dificuldades que surgem), precisa de repouso.

Mas não se engane: o repouso desse movimento contínuo não é isento de sentir.

Mas é essa a questão: SINTA O SEU CANSAÇO.

Ele está lhe dizendo algo, está lhe passando uma mensagem.

Pode ser que essa mensagem seja simplesmente:

“Ei, você está no caminho errado! Você não chegou lá ainda simplesmente por que esse não é o caminho de se chegar lá!”

Ou possa ser que a mensagem do seu cansaço seja:

“O destino que você quer não é para você, não é para o seu bem. Muda de objetivo, vai! Mira outra coisa! Essa já se provou errada.”

Ou pode ser que seja:

“Você está cansada porque a vida está te ensinando a mesma lição de novo e de novo e você ainda não a aprendeu! Reflita! Por que continuar no mesmo erro de sempre?”

Ou pode ser que seja outra coisa completamente diferente.

Pode ser que você apenas precise de um bom descanso!
De um bom se permitir.
De um gostosíssimo sorriso! :]

Mas o seu cansaço, esse cansaço tão horrendo e exaustivo, vem sim junto com uma mensagem. 

E cabe a VOCÊ descobri-la.
Decifrá-la.
Entendê-la;
Escutá-la.

E, claro, perceber que a vida é assim: contínua.
E que ela, a tua vida, acontece através de você: ‘de dentro pra fora, de fora pra dentro’.

Então, como canta a Leila:

“Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranqüilo
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

O cansaço passa – eventualmente, ele passa.

E a aí resta apenas o que ele nos deixou, a razão pela qual ele apareceu: a mensagem que ele tinha que lhe passar.

A vida não é nunca vazia de significados.


E o próprio cansaço dessa vida vem com uma razão, com um por que (ou vários).


Essa é a viagem.
Essa é a razão desse teu caminhar.
E é assim que você chega no teu amanhã.

Desvendar teus por quês é a melhor maneira de encontrar as tuas respostas.



~~~~~~~~
Tão vendo como eu estou me comportando??? Hein? Hein? :]
Cá já estou eu de novo com um novo textinho!

Mas vou te dizer, hein!!
Como eu ando sem moral!!
Não tô valendo nada no mercado!!! Oo
NINGUÉM, deixa eu repetir, NINGUÉM me mandou sugestão de temas!!!!

Para o bem estar da minha auto-estima, rs, vou acreditar que todas(os) fizeram isso pelo mesmo motivo da Kika_Lima, tá? (ver no comentário do texto abaixo).

Bjo, pessoalzinho querido!
Bom restinho de semana pra vocês! :*

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Felicidade deve ser contagiosa

A questão é muito simples: viver é um troço difícil.

Não só para você, não só para mim, mas para cada um de nós.

Felicidade?


Ora, ela muda de forma o tempo todo!

Às vezes felicidade é passar no vestibular.
Aí você passa, e olha que surpresa: felicidade já vira outra coisa.

Outra coisa que você precisa, outra coisa que você deseja.

Felicidade às vezes é encontrar um amor.
Aí – olha que maravilha – chega o dia em que você encontra.

E aí a felicidade passa a ser a vontade de morar juntas, ou de ter um filho, ou de conseguir um emprego melhor, ou de ser aceita pela família...

Entende onde estou querendo chegar?

Sim, queridona, a felicidade te bate aí, dentro do peito.
Está onde você está, muda conforme você muda.

Então a felicidade, na verdade, deveria ser como uma forte gripe: CONTAGIOSA.


Porque a questão da felicidade é que ela é sim uma decisão interna.


O tal do DECIDIR SER FELIZ.

Decidir encontrar prazer nos vários detalhes da tua vida, da tua existência, do teu sentir.

E às vezes eu presencio pessoas que ao verem alguém feliz imediatamente dizem:
 “Por que não eu?”

E mal sabem essas pessoas que felicidade, se a gente deixar, pega.
De verdade.

Presenciar felicidade DEVE ser um motivo de ficar feliz.

E ao sorrir, ao ficar feliz, sabe o que acontece com você?
Todo um movimento interno que te ajuda a ver melhor tudo o que de bom existe ao teu redor.

Gosto de pensar que sorrir é como um “lubrificante da alma”.

É, isso mesmo: um lubrificante da alma.

Por que tudo é uma decisão, entende?

Sabe quando você decidiu que não ia deixar mais aquela pessoa te afetar? Que as palavras dela agora seriam ignoradas e não poderiam mais te machucar?

E aí, assim de repente, tudo o que aquela pessoa falava se tornava algo tão fútil, tão descartável, tão pequeno... que simplesmente não conseguia mais te atingir.

Decisão.
Decidir por você.
Por seu bem-estar.
Por seu sorriso.

É um poder que você tem.
Mas que muitas vezes não usa.

É um entendimento interno, sabe?

“-- Mas, Helena, por que então é tão difícil colocar isso em prática? Eu entendo o que você está querendo dizer, realmente entendo, mas daí a fazer funcionar na minha vida... não deixar me machucar pelo que as pessoas dizem, não ficar triste porque a minha vida está o oposto do que eu quero... é muito difícil!”   

Ora, ora, ora... mas em algum momento eu disse que seria fácil??
Não! Não!

Mas eu preciso que você saiba que essa é a tua arma secreta!

Quando tudo estiver difícil, quando tuas esperanças estiverem enfraquecendo, quando você estiver desacreditada, quando a tristeza estiver vencendo, é justamente nesse momento que você precisa se lembrar que o que está te acontecendo é a TUA VIDA.

Entende a seriedade disso?

É A TUA VIDA.

Campbell diz:

“As imagens estão aí fora, mas o seu reflexo é interior.” 

“-- Como assim, ‘imagens’, Helena?"

Ora, substitui esse nome por “dificuldade”, ou por “felicidade”, ou por “desafio”, ou por “tristeza”, ou por “glória”, ou por “amor”, ou por “decepção”, ou por “êxtase”, ou por...

ENTENDE???

>>> O reflexo de tudo o que te acontece é INTERIOR.

Ou seja, é aquela frasezinha básica:

“Não importa o que acontece com você. 
O que importa é o que você faz com o que te acontece.”


 - Anthony Robbins

Está vendo como tudo volta para VOCÊ?

Então não venha me dizer que SER FELIZ não é uma decisão.

E não venha me dizer que SER FELIZ não é uma decisão SUA.

E do mesmo jeito que você neste momento se deixa contagiar pela depressão, pelo medo, pela ansiedade, pela tristeza, pela falta de esperança... se faça um favor, está bem?

SE DEIXE CONTAGIAR PELA FELICIDADE.

Ela está aí, dentro de você.
E está em toda a sua volta também.

Mas só a vê quem quer, quem assim DECIDE.

Quer outro motivo para começar a ser feliz?

Pois bem, aí vai:

"É nos momentos de decisão que seu destino é decidido." 


- Anthony Robbins

Tão óbvio, não é?


E então, o que você está esperando? ;]

~~~
Pessoalzinho querido, PERDÃO por tanta ausência! (Ai, meu Deus, vivo pedindo perdão!! Desculpa, desculpa, desculpa!).

Tem muita coisa acontecendo no momento e a mente está a mil!

Então queria firmar uma parceria com vocês: que é para me estimular a estar sempre aqui.
Pode ser? Vocês me ajudam?

Dou até as opções para você escolher, ó:

a) Depende, Helena, diz logo de uma vez, vai!
b) Ih, Helena... sei não... vou pensar no caso...
c) Claro, Helena!!! É só dizer, vai!!
d) Mas de jeito nenhum!! Quero é que você me ajude! HELP!!
e) Heleninha querida, somos parceiras! Diz logo, mulher!


E eis o meu pedido:

Que tal VOCÊ me dizer sobre o que você quer que eu escreva?

Assim fico toda toda me sentindo, achando que estou fazendo uma coisa super-ultra-mega-power-ultra, ajudando uma parceirinha de Sapatilhando, e aí venho aqui toda empolgada, mesmo que tenha outras zilhões de coisas na cabeça para resolver!!

Hein? Hein? Hein?

Me ajudam? :]

Pois é só me mandar um email no:

helenapaix@gmail.com

Fico lhe aguardando lá na minha caixa de emails, tá? ;]

E aqui nos comentários também, claro!

Bjooooo!!
E brigadão por continuarem por perto! :*